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Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada
Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada 
Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada
Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa

Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis 
A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes 
Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris 
Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes 

Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta
Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta 
Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta
Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta

E assim a criança anda, dá seus primeiros passos 
Larga o peito e sai dos braços 
Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos 
Sorri, chora e sente os laços 

Nem Freud ou Aristóteles explicam
O porquê que esses seus trejeitos se replicam
O que os meus defeitos identificam
A quem recorro, quando nem os amigos ficam 

Tu és minha orixá e és minha deusa
És a minha ancestralidade mais elegante 
Vê onde ninguém mais vê a beleza 
Educa e orienta mesmo estando distante 

Minha Jurema, minha Gaia 
Meu por do sol no horizonte da praia
Me avisa antes que eu caia
Me oferece a blusa antes que eu saia

E assim a criança anda, dá seus primeiros passos 
Larga o peito e sai dos braços 
Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos 
Sorri, chora e sente os laços 

Logo apareço pra te dar um beijo no rosto 
E um abraço sentido nos corações 
Sinto a sua proteção e nunca estou esposto
Pois sei que estou em suas orações 

Cabulosa...

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