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Distopia Real

De onde a gente arruma força pra acordar tão cedo
De onde a gente arruma força depois de tantas quedas
De onde a gente arruma força pra superar os erros
De onde a gente arruma força pra conseguir sair da merda

O sonho que não mais existe a caminho da Avenida da Saudade
O jovem que segue andando sozinho na Avenida da Amizade
Deixando seu arbítrio pregado, pegando um trem pra Liberdade
Dizem que está ganhando, mas está deixando mais da metade

Se pintar qualquer coisa, qualquer bico aos seus pilares
Se sobrar só o osso e madeirite aos lares
Se sobrar assunto, sorriso, momento, filosofias de bares
Se chamar de minoria, são seus milhares

É tradição roubar a honestidade, a dignidade e a honra
Fazer fronteiras para toda ciência, toda sapiência
Transtornar, transformar tudo em uma grande gangorra
Rir na cara da sociedade, ostentando a tendência

E sempre foi assim entre o céu e o inferno
Os acomodados continuam cegos com o que é eterno
Os incomodados explodindo o que é interno
Inconformados qu…
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Soropositivo

Não finja ser feliz, apenas seja
Liberte-se do que lhe causa tristeza
Aquele que diz vence, te convence de que é tudo um jogo
Então mentalmente, pegue as coisas dele e taque fogo

Não finja nada que não seja teatral
A arte de purificar e elevar o astral
Por doer, que você possa perdoar, mas nunca vá se redoar
Use o tempo vago para preencher lacunas e se redobrar, transbordar

Essa de amor próprio até que parece difícil
Mas é mais simples do que observar o precipício
Ver que é só uma queda para desistir de tudo, é não saber o que é tudo
Há milhares de novas chances, novos sonhos e horizontes nesse mundo

E... Quantas vítimas se tornaram heróis?
Nunca saberá, se não tentar ver
E... Quantas chances terá para ser mais?
Nunca saberá, se não tentar ser

Cascata

Foi se naquele momento de decepção
Agora é tristeza, vazio e desilusão
A foice e o ódio de um soco no portão
E quem paga o preço é a sua mão

Um inferno astral apaga seu sorriso
Abre os braços e se deita no piso
É um corpo quente em um chão frio
Alma e mente na corrente do rio

A colisão é uma Cachoeira
A queda derradeira
Que começa na bebedeira
E termina na sarjeta

Não adianta culpar as pedras pelos seus tropeços
Prestamos atenção nos detalhes do caminho quando estamos passageiros
As pontes, árvores, todo pormenor desde o começo
Enquanto o motorista foca na pista podemos abraçar nuvens e travesseiros



(De) Vagar

Você sabe aquele sentimento que ninguém deseja ressentir
Nem ao menos o poeta, porém essa sensação se torna uma bela poesia
Mas também é a emoção que pode tornar aquela pessoa mais fria

O instinto humano é ser egoísta e eu falo do egoísmo possessivo
Não só do material ou o do tal amor, o tal ciúmes agressivo
E para mim, às vezes é mais fácil desistir do outro do que de um sonho

Mas como a maioria dos instinto, eles se extinguem com o raciocínio
Inconscientemente o egoísmo vai perdendo todas as suas forças
Quando o indivíduo, tão individual, percebe que pode acabar sozinho

E aí você não está errado, mas sempre foi o trouxa da história, o bonzinho
Vai se deitar de consciência limpa, mas não dorme tão bem
E as pessoas que erram e continuam errando, parecem ter dormido tranquilos

Não é tão fácil permanecer confiando nas pessoas, nem tão pouco ficar só
E por isso talvez eu entenda que algumas Pessoas se Sujeitam à Ciclanos
Mas mesmo que ainda nós tenhamos a fé de que vai dar certo algum di…

Gravidade Vertical

Essas luzes no escuro não são a esperança
São apenas efeitos de minhas escolhas
Passageiro de indecisões, papeis e plantas
De sensoe incenso que explode bolhas

O vazio torna-se sentido no brilho de feixes finos
Que desenham um pouco da poeira existente
O vácuo e a lacuna passam pela porta sem destino
É o que não mais existe, se fazendo presente

Deixo a onda levar como se fosse a oferenda
Deixo o perfume subir em melodias
Deixo o vento me abraçar de uma forma lenta
Deixo o que não é meu, em fantasias

Poesias que não escrevi
Poemas que me esqueci

Era o vagar que cambaleava
A relatividade, a gravidade em um muro sem relevo
Era uma ofensa que trovejava
A continuidade na finalidade, na vontade do sedento

Um corredor sem fim, o limbo sem apoio
Eramos nós
Toda margem, toda borda e todo contorno
Eramos sós

A parede era um apoio àqueles que já estavam caídos
E as palavras, eram ataduras vencidas aos mais feridos

Tenho acordado em suaves prestações nesses últimos dias

Um mergulho profundo no escuro, sussurros
Silencio que ecoa no poço a qual eu me curo
E de todas as vezes em que pensei em sumir
O que me levava daqui, era já não estar aqui

Percebi que nem todos querem ver além daquilo que os cegam
A cada loucura, mil centelhas, fagulhas que nos cercam
E normalmente, a minha intenção não é a de ser compreendido
Partes saem, partes ficam e em mim, sinto-me dividido

O café vencido da tarde, a garoa fina que vem pós tempestade
E o cheiro de um incenso que me invade junto à saudade
Eu tenho acordado cansado nesse outono com cara de inverno
Chorei quando mais precisava ter sono em litígio interno

A vontade não é de extinguir,
Mas extremamente de existir, me corrigir
Em uma vontade de submergir
E intimamente me desconstruir, explodir

Você já parou hoje para se perguntar qual das coisas que perdeu que mais te fazem falta?
Eu tenho acordado em suaves prestações nesses últimos dias, em que nada está em pauta

Conde

Tem gente que prefere um amor para se ferir
Do que estar só
E tem gente que prefere pensar apenas em si
Do que ter um nós

E quem somos nós pra dizer o que é bom
Se o arbítrio é a maldição dada como dom?

Eu demorei muito para poder entender tudo isso
Que não preferimos a solidão
Mas as vezes ter foco maior e fazer compromisso
É a prioridade em suas mãos