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Espertino cansaço, vespertino embaraço

Aos poucos vamos dando adeus a nossa essência
Vamos deixando de lado a inocência
Onde a convivência com o Universo traz carência
No que adquirimos com a experiência

Seres de ansiedade e pouca paciência
Um convívio distante, mas tão próximo em abstinência
Que para viver precisam de resistência
E para acreditar não precisam comprovação ou ciência

Criam o bom e o mau com veemência
E tratam como tratariam anjos e demônios em demência
Se abastecem de repúdios e preferências
Isso com a mera aparência, raramente com a convivência

Reles mortais em decadência
Não percebem o tempo se esgotando em obediência
E todo adeus não teve suficiência
O seu Deus não perdoará sua petulância e insolência

Os trovões de uma chuva em providência
Alagam as ruas em lágrimas cheias de consistência
Mas a Terra se acalma em breve sonolência
Nada do que você fez valeu a pena ter tal excelência

Acorde desse seu pesadelo de frequências
Ou descanse como reverência
E apesar da insônia, prove a sua sapiência
Mas só apr…
Postagens recentes

Semideuses

Quando agradecer por mais um dia ou por estar vivo?
O eu contra si mesmo é sua derrota em definitivo
Onde está o lado positivo de um pensamento negativo?
Seu sonho contra os pés no chão ao que é relativo

Não faz sentido, eu não quero ser responsável por aquilo que cativo
Sei que para ambos ser objetivo é ser opressivo e às vezes somos isso
Tento ser compreensivo entre o que é substantivo e o que é subjetivo
E tento decodificar, pois nós somos sucessivos e raramente sensitivos

Na evolução dos ciclos que são repetidos
A dor é multiplicada em gritos reprimidos
No quarto interno de espelhos reflexivos
Os nossos quadros que não são revertidos

São raros momentos de felicidade ou os dias divertidos
São raros os que se encontram, são muitos os perdidos

No peso de uma mensagem leve, que leva o destemido
Traz a calma em um tom aparentemente agressivo, mas inofensivo
Todos os erros são corrigidos e todo perdão concebido
Em uma oração, a sua energia que é liberada de modo compassivo

Me faço decid…

Meu anjo, a vida passa num segundo

Já pensou em dizer aos outros tudo o que queria ouvir?
Entre o raso e o alvo, um disfarce de mero razoável
Ou o porque o karma te trouxe o que não queria sentir?
Entre apavorados e bravos, abaixo do zero agradável

E o que é pior, você já teve essa sabedoria antes
Talvez na inocência do medo, desbravar o desconhecido
E se a mera coragem tenha te tornado arrogante
Talvez na irreverência, o segredo do sarcasmo oferecido

Tudo o que vai, volta ou é anulado
Mas o golpe que você deseja devolver precisa ser sacramentado
E assim cicatrizado ou até enterrado
Pois sei que é difícil não devolver quando vem de todos os lados

Vivemos em uma sociedade de solitários
Dos que sorriem para não serem os contrariados
Vivemos em uma empresa de estagiários
Em que está nas redes, a força dos acovardados

Além disso tudo, que já é muito confuso
Vivemos no dilema da demência deveras paixões
Onde damas e cavalheiros só tem escudos
Por razões de vários arrastões, vulgo - Turbilhões

E... O que é merecer ou sofrer …

Dezenove

Não temos um GPS aos nossos sonhos
Não sabemos o melhor caminho pra chegar lá
Não nascemos predestinados ou prontos
Não seguimos um padrão social nem familiar

Somos todos inconstantes e sem regras
Somos uma nova sociedade de ovelhas negras
Somos religiosos sem precisar de capelas
Somos livres de apegos, mas presos à entregas

Quando o silencio chega
Percebemos que não temos controle das coisas
Quando um de nós tenta
Percebemos que dependemos de todas as outras

O imperfeito cotidiano de tudo isso
O vazio é algo que cresce e não pode ser preenchido
O segredo é apenas usar o raciocínio
O manifesto é a frustração e o fascínio pelo domínio

Mas somos partes de um dominó
Prestes a cair e derrubar a próxima peça
Mas somos um silencio sem voz
Cheios de verdades, anseios e promessas

Quem se interessa?
Quem se estressa?
Quem se interpreta?
Quem se expressa?

Envolto de questionamentos, às vezes eu demoro pra dormir
Desenvolvo meus pensamento e normalmente chego a sumir

Inóspitos Morais

O atual mundo dos editados
Tão perfeitos socialmente
Choram em seus quadrados
E nas bolhas, sorridentes

O que realmente é o bom senso?
Quem criou o criador?
Ou quem liga para o que penso?
Se importa se eu supor?

Sinceridade, não vou me impor
Pois odeio as verdades
E sou de essência questionador
Sou por inteiro, metade

Precisamos ouvir as opiniões
E citar as nossas
Precisamos declamar sermões
Ou recitar prosas

Ajoelhar no grão de milho
E disciplinar os cachorros
Bater para educar um filho
Quem é que pede socorro?

A verdade do certo ou errado
Vem de toda sua vivencia
A fúria na moral do revoltado
Faz parte das experiências

Em dias que a mentira chega baseada em fatos reais
Com a velocidade em que notícia voa
Às vezes peço para que os astros me mandem sinais
Pois está difícil acreditar nas pessoas

E nós ainda julgamos, mas também somos julgados
Os laços são amarrados e raramente são conjugados

Entre a Insônia e o Insano

Esquece tudo o que pensou
Esquece tudo o que passou
Esquece o que aconteceu
Esquece e finge que nada sou

Não, não dá pra esquecer
Posso até continuar
Vou seguir e me reerguer
Mesmo a sangrar

Tudo bem eu te entendo
Respeito esse sentimento
Espero apertar a sua mão
E continuar minha oração

Eu fico com minha trindade
Eu, meu anjo e meu demônio
De frente pra minha saudade
Superando esse desconforto

Jogamos os dados e andamos algumas casas
Voltamos outras e qual é a linha de chegada
Será que é morrer e deixar os prêmios
Será que é viver cada um desses momentos?

Às vezes converso a sós
Como se tivesse um nós
Só para deixar minha voz
Entre o calmo e o feroz

Eu fico com minha trindade
Eu, meu anjo e meu demônio
De frente pra minha saudade
Superando esse desconforto

Sobre Sons

Ouço o canto do pássaro
Enjaulado e sem ambição
E se eu quiser libertá-lo
Estarei fazendo em vão

Outros pássaros pousam
Ao lado de sua gaiola
Observam sem entender
Depois vão-se embora

Ouço o som dos carros
Em buzinas a transitar
Mais alguns enjaulados
Com medo de se atrasar

Outros passam por suas janelas
E também não estão livres
Caminho entre prédios e favelas
Coragem do cinza ao grafite

E a minha esperança
É de sermos abduzidos
Levados como crianças
Ao mundo dos sorrisos

Ouço o canto dos pássaros
De alguma cidade distante
De um céu bem estrelado
Imune ao que é incessante

Independente do que aconteceu ontem
Eu sou o que enfrento, sou o meu agora
Sou também indiferente ao que contem
Do que não vem de dentro, vem de fora

O Presente acaba tendo dois significados
Um é o agora e o outro a lembrança
Assim como cada acorde e seu enunciado
Entre um sonho e uma desesperança

O som pode te cegar ou te fazer pensar
Depende muito do que estás a procurar