Pular para o conteúdo principal

Mas às vezes a gente fala de amor...

Aquilo que eu sentia, que um dia senti
Eram cachoeiras, eram ondas do mar
Era tudo aquilo que me fazia sorrir
Era o pôr do Sol e o mais belo Luar

Aquilo que eu sentia e deixei de sentir
Logo eu, o desapegado, o mais avoado
Parei para apreciar, para me dividir
E o pedaço que deixei em ti foi desligado

Mas às vezes a gente fala de amor
Como se já soubesse de algo novo
Às vezes a gente só quer o calor
Sentir um abraço, sentir ou ser um colo

Aquilo que eu sentia e um dia senti
É algo que quero de novo e não vou desistir 
Mas hoje estou sem pressa ao dirigir
Aproveito a paisagem enquanto tento refletir

Coloco o meu som preferido e ando por aí
Fazendo mil clipes mentais em uma avenida
Sonho um pouco e me reconecto com o que perdi
Fazendo mil filmes mentais sobre a minha vida

Mas às vezes a gente fala de amor...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...

Capitão Trapas

Humanizar, catalisar Não pular etapas Talvez tentar acelerar Observar o mapa Um tampão no olho esquerdo Caveira que ninguém escapa Chapéu preto e jaleco vermelho E nenhum herói que use capa Talvez um, que manuseie bem a espada Mas talvez, é cinquenta por cento nada...