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Mostrando postagens de 2018

(In)Quietude Inebria

Não sei se eu sinto a sua falta
Ou se essa falta, qualquer outro corpo me faria
A lacuna de alguém que inspira
E não simplesmente a de uma consciência fria

Coloquei meus ressentimentos no papel, queimei
E as cinzas subiram como se fossem almas
Um cemitério repleto de todos os adeus que já dei
O sentimento livre de uma concepção salva

O sorriso sádico, de quem meramente finge demência
O canto sólido de alguém que está cheio de ausências

O passo para trás não serve apenas de impulso
Mas para te lembrar do caminho percorrido
Uma frase mal intencionada e o insulto intruso
O semblante de um universo deserto, vazio

E eu tive mais pena de quem sorria, do que de quem sofria
Tive mais pena de quem não sentia, do que de quem fingia

Confuso não?

É o Céu de inverno, de tons vermelhos entre o Nascer e o Pôr do Sol
É o Reflexo da Lua e das estrelas à margem de um abandonado farol

Sinto falta, são náuseas da ressaca
Em temperatura baixa, quase deitado na vala
Sinto asma, soluço que me engasga
Não há…

Distopia Real

De onde a gente arruma força pra acordar tão cedo
De onde a gente arruma força depois de tantas quedas
De onde a gente arruma força pra superar os erros
De onde a gente arruma força pra conseguir sair da merda

O sonho que não mais existe a caminho da Avenida da Saudade
O jovem que segue andando sozinho na Avenida da Amizade
Deixando seu arbítrio pregado, pegando um trem pra Liberdade
Dizem que está ganhando, mas está deixando mais da metade

Se pintar qualquer coisa, qualquer bico aos seus pilares
Se sobrar só o osso e madeirite aos lares
Se sobrar assunto, sorriso, momento, filosofias de bares
Se chamar de minoria, são seus milhares

É tradição roubar a honestidade, a dignidade e a honra
Fazer fronteiras para toda ciência, toda sapiência
Transtornar, transformar tudo em uma grande gangorra
Rir na cara da sociedade, ostentando a tendência

E sempre foi assim entre o céu e o inferno
Os acomodados continuam cegos com o que é eterno
Os incomodados explodindo o que é interno
Inconformados qu…

Soropositivo

Não finja ser feliz, apenas seja
Liberte-se do que lhe causa tristeza
Aquele que diz vence, te convence de que é tudo um jogo
Então mentalmente, pegue as coisas dele e taque fogo

Não finja nada que não seja teatral
A arte de purificar e elevar o astral
Por doer, que você possa perdoar, mas nunca vá se redoar
Use o tempo vago para preencher lacunas e se redobrar, transbordar

Essa de amor próprio até que parece difícil
Mas é mais simples do que observar o precipício
Ver que é só uma queda para desistir de tudo, é não saber o que é tudo
Há milhares de novas chances, novos sonhos e horizontes nesse mundo

E... Quantas vítimas se tornaram heróis?
Nunca saberá, se não tentar ver
E... Quantas chances terá para ser mais?
Nunca saberá, se não tentar ser

Cascata

Foi se naquele momento de decepção
Agora é tristeza, vazio e desilusão
A foice e o ódio de um soco no portão
E quem paga o preço é a sua mão

Um inferno astral apaga seu sorriso
Abre os braços e se deita no piso
É um corpo quente em um chão frio
Alma e mente na corrente do rio

A colisão é uma Cachoeira
A queda derradeira
Que começa na bebedeira
E termina na sarjeta

Não adianta culpar as pedras pelos seus tropeços
Prestamos atenção nos detalhes do caminho quando estamos passageiros
As pontes, árvores, todo pormenor desde o começo
Enquanto o motorista foca na pista podemos abraçar nuvens e travesseiros



(De) Vagar

Você sabe aquele sentimento que ninguém deseja ressentir
Nem ao menos o poeta, porém essa sensação se torna uma bela poesia
Mas também é a emoção que pode tornar aquela pessoa mais fria

O instinto humano é ser egoísta e eu falo do egoísmo possessivo
Não só do material ou o do tal amor, o tal ciúmes agressivo
E para mim, às vezes é mais fácil desistir do outro do que de um sonho

Mas como a maioria dos instinto, eles se extinguem com o raciocínio
Inconscientemente o egoísmo vai perdendo todas as suas forças
Quando o indivíduo, tão individual, percebe que pode acabar sozinho

E aí você não está errado, mas sempre foi o trouxa da história, o bonzinho
Vai se deitar de consciência limpa, mas não dorme tão bem
E as pessoas que erram e continuam errando, parecem ter dormido tranquilos

Não é tão fácil permanecer confiando nas pessoas, nem tão pouco ficar só
E por isso talvez eu entenda que algumas Pessoas se Sujeitam à Ciclanos
Mas mesmo que ainda nós tenhamos a fé de que vai dar certo algum di…

Gravidade Vertical

Essas luzes no escuro não são a esperança
São apenas efeitos de minhas escolhas
Passageiro de indecisões, papeis e plantas
De sensoe incenso que explode bolhas

O vazio torna-se sentido no brilho de feixes finos
Que desenham um pouco da poeira existente
O vácuo e a lacuna passam pela porta sem destino
É o que não mais existe, se fazendo presente

Deixo a onda levar como se fosse a oferenda
Deixo o perfume subir em melodias
Deixo o vento me abraçar de uma forma lenta
Deixo o que não é meu, em fantasias

Poesias que não escrevi
Poemas que me esqueci

Era o vagar que cambaleava
A relatividade, a gravidade em um muro sem relevo
Era uma ofensa que trovejava
A continuidade na finalidade, na vontade do sedento

Um corredor sem fim, o limbo sem apoio
Eramos nós
Toda margem, toda borda e todo contorno
Eramos sós

A parede era um apoio àqueles que já estavam caídos
E as palavras, eram ataduras vencidas aos mais feridos

Tenho acordado em suaves prestações nesses últimos dias

Um mergulho profundo no escuro, sussurros
Silencio que ecoa no poço a qual eu me curo
E de todas as vezes em que pensei em sumir
O que me levava daqui, era já não estar aqui

Percebi que nem todos querem ver além daquilo que os cegam
A cada loucura, mil centelhas, fagulhas que nos cercam
E normalmente, a minha intenção não é a de ser compreendido
Partes saem, partes ficam e em mim, sinto-me dividido

O café vencido da tarde, a garoa fina que vem pós tempestade
E o cheiro de um incenso que me invade junto à saudade
Eu tenho acordado cansado nesse outono com cara de inverno
Chorei quando mais precisava ter sono em litígio interno

A vontade não é de extinguir,
Mas extremamente de existir, me corrigir
Em uma vontade de submergir
E intimamente me desconstruir, explodir

Você já parou hoje para se perguntar qual das coisas que perdeu que mais te fazem falta?
Eu tenho acordado em suaves prestações nesses últimos dias, em que nada está em pauta

Conde

Tem gente que prefere um amor para se ferir
Do que estar só
E tem gente que prefere pensar apenas em si
Do que ter um nós

E quem somos nós pra dizer o que é bom
Se o arbítrio é a maldição dada como dom?

Eu demorei muito para poder entender tudo isso
Que não preferimos a solidão
Mas as vezes ter foco maior e fazer compromisso
É a prioridade em suas mãos

Terno (parte 2)

Pude sentir o calafrio
E o arrepio
Era interno, era externo
Era o infinito

Toque que se passava glacial
Não era apenas até logo, não era Tchau
Eramos então, estátuas de sal
Cafés, reencontros e o Adeus em ritual

Pude ver em prantos
Quem eu nunca imaginei chorar
Pude ver um espanto
De quem eu nunca vi acovardar

Vi a força do ser remanso
Lembrei do sorriso em descanso
Do vento e de seu balanço
Das mão nas costas e do encanto

A reunião era apenas a celebração
De um vazio cheio em recordação

A Verso

Depois da tempestade criativa
A bonança vem em um formato de hiato
A turbulência, em solidão viva
E o silencio, vem explodindo, insensato

Todo potencial em qualquer gaveta
De cadernos vazios
Estojos empoeirados e caneta preta
Doente de calafrios

Mas qual remédio te acorda?
E qual intermédio te ancora?

Heteromorfo

De certo, o caos contínuo
E disserto contigo
O discursar de quem diz cursar
Algo que possa usar

Mas somos usados pelo Universo
Que uni versos ao ser disperso
E interpreto diferente o que está fora da lente
Mas inteiramente dentro dela (na mente)

O que eu quero dizer
Nem sempre é o que vai ouvir
Talvez espero descer
Ao inferno em vida, Ao sentir

Ao sem ti...

Mas eu não falo do amor ao ter
Ou perder e sim, ao todo, ao Ser

A Si!

Tinha outro Nome

O que fazer com meus pedaços
E com as correntes
Com o frio que sai pelos braços
Ou olhar pra frente?

O corpo não mais se sustenta
Meus pilares se foram
Onde a escuridão só aumenta
Destroços desmoronam

O mesmo barro da argila de um vazo
O mesmo homem nas mãos de Deus
O mesmo que é bom em ser fracasso
O mesmo solitário em meio aos seus

Quantas vezes ouvi dizer
Acalme-se amigo, tudo vai dar certo
Mas não é mesma coisa
Quando essa saudade está bem perto

Só não queria me esquecer daquela voz que se foi..
Fevereiro passou e eu não te disse nada, me perdoe

Estar vivendo a vida real é a melhor desculpa para um poeta que está sem ideias

Vamos vivendo
Em meio à ressurreições
Deixando as palavras
Poesias e canções

Vamos vivendo
Sem pensar direito
Por caminhos estreitos
Sem freio

Vamos vivendo
Despedaçando desilusões
Perdendo o jogo
Vencendo os tristes refrões

Vamos vivendo
Acordando bem cedo
Antes do almoço, recreio
Sem receio

Vamos vivendo
Saltando de para-quedas
Onde muitos tem medo
Sentindo o vento na testa

Vamos vivendo
Pois é o que nos resta
Depois da adrenalina
Um susto é festa

Vamos vivendo
E isso está repetitivo
Estamos de saco cheio
Mas entretidos

Estar vivendo a vida real
É a melhor desculpa para um poeta que está sem ideias
Torna-te tua estátua de sal
Ao olhar pra trás e saudosista, apenas querer coisas velhas

Meu filho, a inspiração vem de Deus
Disse um velho maluco passando pela outra calçada
E completou: E Deus, cada um tem o seu
Antes que eu sussurrasse: Esse velho não sabe de nada

Ele Me fez pensar...

Vil

Você está perdendo o seu tempo tentando ser alguém
Mas quem te olha, enxerga um Zé ninguém
Mentiras ditas com a verdade nas mãos e cheio de falso amém

Você está perdendo o seu tempo ensaiando sorrisos no espelho
Eles não mascaram sua embriagues e olhos vermelhos
Todos já estão sem paciência para ouvir os seus tais concelhos

Uma pena, que não se equipara com o seu coração
São pesos extremamente diferentes em exposição
E sua oração não te salva, não tem fé, não tem convicção

O que fala, o que sussurra e o que grita, só você acredita
E os conselhos para que reflita não estão nas escritas
Mas sim em uma visita não acolhida, de onde ainda és parasita

Não adianta dizer para você acordar ou crescer e aparecer
Já apareceu e com sua imagem, não sabe o que fazer
Não sabe quem é ou o que deseja ser...

Medíocre!

Imagine se as paredes pudessem revidar os socos

Existe a minha, a sua e a de muitos
Existe a absoluta e a que é baseada nos talvezes
Existe a que tanto guardei, meu luto
O que não existe é o pra sempre e sim, às vezes

Que não sejam apenas um hino religioso
Que não sejam apenas poemas de alguns versículos
Que não sejam apenas um teste rigoroso
Que não sejam apenas espalhadas, mas sim veículos

A verdade é a nossa inspiração e cópia
É o que nos falta e o que nos sobra
A verdade não está só em linhas tortas
É o que está no horizonte e na obra

Licença poética ou gírias de palavras antes, inexistentes
Dizem; Não me entenda mal, ou, não me entenda
Sentença fonética de línguas dadas à amantes, expoentes
Entre melhor que a encomenda e o que recomenda

Enfrente seus demônios ou os acolha
Onde você mais deseja estar
Nessa via de mão dupla e de escolhas
Pra onde decide ir ou voltar

Então, imagine se as paredes pudessem revidar os socos
Paciencia é uma raridade
Em um Universo onde confundem os diferentes e loucos
Massacram a moralidade

Onde masc…