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Turbilhão

Estou novamente em busca de salvações
Pois as anteriores me levaram a novas quedas
É que talvez sejam fracas minhas orações
De tempestades fortes, onde apagam-se velas

Deixo as janelas abertas e o meu quarto fica úmido
Entra Luz com a mesma proporção que entra destruição
De forma natural como um momento de paz e ruídos
De forma atemporal como um sonho, pesadelo ou apagão

Estou novamente com a esperança abatida
Desanimado e desiludido com os muros que eu mesmo levantei
E caminho sem deixar uma carta de partida
Algumas coisas na estante e sem mais instantes, ao menos tentei

Deixo as janelas e as cortinas fechadas
Entra Luz com a mesma proporção que entra destruição
Aos poucos, poeiras e bolor em pousada
Entra realidade com a mesma proporção que entra ficção

De vórtices, não apenas se derrote
Antes que suas palavras voltem
Sem bussolas encontre o seu Norte
Antes que suas palavras cortem

Sinto que o tempo está inerte
Num espaço sem brilho onde o espelho não reflete
Vilão de meu próprio faroeste
E encarando tudo, acreditando que é tudo um teste

Um teste pra quê meu Deus, o que vem depois disso tudo?

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