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(De) Vagar

Você sabe aquele sentimento que ninguém deseja ressentir
Nem ao menos o poeta, porém essa sensação se torna uma bela poesia
Mas também é a emoção que pode tornar aquela pessoa mais fria

O instinto humano é ser egoísta e eu falo do egoísmo possessivo
Não só do material ou o do tal amor, o tal ciúmes agressivo
E para mim, às vezes é mais fácil desistir do outro do que de um sonho

Mas como a maioria dos instinto, eles se extinguem com o raciocínio
Inconscientemente o egoísmo vai perdendo todas as suas forças
Quando o indivíduo, tão individual, percebe que pode acabar sozinho

E aí você não está errado, mas sempre foi o trouxa da história, o bonzinho
Vai se deitar de consciência limpa, mas não dorme tão bem
E as pessoas que erram e continuam errando, parecem ter dormido tranquilos

Não é tão fácil permanecer confiando nas pessoas, nem tão pouco ficar só
E por isso talvez eu entenda que algumas Pessoas se Sujeitam à Ciclanos
Mas mesmo que ainda nós tenhamos a fé de que vai dar certo algum dia

É tão difícil fingir que está tudo bem e sorrir para o mundo
Eu até tenho me mantido mais calmo por esses dias e andado mais a pé
Observado o caminho lento que a vida faz e percebido que ela é assim mesmo

Devagar e de vagar

Você sabe aquele sentimento que ninguém deseja ressentir?
Então, eu não queria estar falando sobre tristeza de novo...
Então, eu não queria estar falando sobre tristeza de novo...

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Textos Egoístas

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Alguns sem começo
Outros sem meio ou fim

Tenho textos amassados
Que não joguei no lixo
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Que somem com o tempo
Em travesseiros e lençóis de cetim

Tenho textos só meus
Que não divido com ninguém
Num quarto escuro, mas enfim...

Não me importo!

Liberdade Abraço

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Posso falar de tantos sinônimos que chegarão ao que acredito ser liberdade
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A Liberdade em um Abraço
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Em total recuperação...

Corvos e Corujas

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Dos galhos ao vento que ressoa
O som das vozes vem e ecoa
E do passo, que na grama entoa

Sou meus delírios e deixo minha nave seguir
Sem gravidade, apenas o vácuo e sua escuridão
Sou o meu colírio e me desequilibro ao sorrir
Refletido em sombras, concretos e a imensidão

Sou pequena parte de quem nem passou por aqui
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Sou um labrador com a cara pra fora da janela
Corro atrás de bolas e bicicletas
Destruo os seus chinelos, bebo água das vielas
E observo as suas saídas secretas

Sou todas as vidas por onde andei
Sou cada rabisco que desenhei
Sou todas as canções que eu cantei
E sou os devaneios que sonhei

Nessa noite, ao som de corvos e corujas
Onde o silencio limpa e desenferruja
No espaço vazio, a nossa alma mergulha
Onde podemos lavar toda roupa suja

Simples assim, com um olhar
Simples assim, com um sonar