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Caboclo da Selva de Pedra

Geralamente sou um esperançoso realista
E às vezes, um pessimista sonhador
Meu comportamento é catastrófico e sofista
E de retórica em retórica, o bom humor

Uso do sarcasmo com o meu próprio tropeço
Dou risadas daquilo que me machuca
E não que isso mascare a dor ou me faça cego
Mas aprendo quando alguém empurra

Principalmente quando vem e me derruba
Porque sei que o mundo não para
E já aprendi a me levantar, a vida continua
Falem pelas costas ou na sua cara

Fazer o mal, não te torna melhor que o outro
Até para ser sincero, é preciso de alguns filtros
Não será herói fazendo do adversário, monstro
Afinal, é você quem cria seus próprios inimigos

E de traumas amigo, o mundo tá cheio
Vai se tratar, se você ainda não sabe para o que veio
Isso se quiser entender os seus receios
Saiba que até para acelerar é preciso ter bons freios

Então para, respira, senta e observa
Isso tudo ao seu redor é uma floresta
É preciso se adaptar, sobreviver a ela
Concentre-se e ouça o som da flecha 

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