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Ciclo em Verdade...

A tranquilidade é uma das maiores maldades Pois em sua bondade e majestosa graciosidade Nos deixa em necessidade de oferecer lealdade Já a falsidade e a rivalidade são atos de um covarde Que tem ansiedade à menosprezada individualidade Está preso nas próprias grades rumo à banalidade E assim existirá sempre a continuidade da comunidade Com muita efetividade ou incapacidade, a familiaridade E quando chega certa idade, é hora de deixar saudades

Reflexo da Alma

Afetado por dentro Mais fatal do que qualquer palavra Um foco, um centro E o único reflexo exposto de sua alma Os olhos e a lagrima Na cor que não se apaga Os olhos e o brilho Indecifrável, o ser místico O forte olhar pode te fazer enxergar Pode te cegar, fazer sonhar e te calar Às vezes te abala com cortesia e gala Ainda que venha potente como uma bala Pode ser a grande proteção de seu poderoso muro Pode também afastar ou trazer pessoas de seu mundo A intensidade não vem de qual é claro ou até escuro Vem da pureza ou maldade de suas armas e escudos Isso é o que vejo em um simples olhar... Simples?

Solidez

Quando os muros já estão bem fortes E sua crença é de que não serão abalados É hora de criar suas pontes enormes Para ter certeza, eles terão de ser testados

O Esquecimento

O sopro do Lobo derruba apenas os lares fracos As doses mais mortais estão em pequenos frascos O bote e o veneno já não são mais seu segredo Eu sei de onde virá, o que fará e como me curar Às vezes em adrenalina E às vezes em disciplina Descanse em suas morfinas Enquanto sumo na neblina Preocupo-me com amizades e os verdadeiros laços A máscara cai para sabermos quem são os falsos O bote e o veneno derrubam apenas seres pequenos Eu sei de onde virá, o que fará e como me curar Às vezes em adrenalina E às vezes em disciplina Descanse em suas morfinas Enquanto sumo na neblina Agora tens meu desprezo e meu silencio O adeus mais sombrio “O Esquecimento”

Letargia

Nossa visão falha, pisca e já passou, A mente não reprisa e onde estou? Eu olho pra baixo, pra cima e pros lados, Some a caneta e a palheta do desnaturado. Sono e os olhos prestes a serem fechados, Ainda não escrevi  o que eu tinha pensado.

Uma Gaita

Todos nós temos varias ideias boas Que não anotadas são facilmente esquecidas Todos nós mascaramos um peito de aço Esse que também é muito passivo de feridas Veemente desejo ser recarregável a luz solar e lunar Quero viver intensamente sem nunca precisar parar Mas infelizmente todos nós precisamos descansar Para sabermos o que realmente é sonhar e acordar

Grilo Falante (parte 2)

Libertamo-nos daquele que tem paranoia, E daquele que enxerga o que não se vê Libertamo-nos de quem não nos apoia, E apenas observa, fingindo não saber Libertamo-nos de tudo o que nos prende E não ficamos no mesmo lugar Libertamo-nos do que facilmente se rende E nem tenta ao menos lutar Mas tem algo que simplesmente nos amarra e nos segura Não sabemos se vem da mente ou do peito essa tal  loucura