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Ansiosidade

Tão perto e tão próximo de acontecer E é quando vem o pesadelo e depois a insonia Que espero sobrevir e assim sobreviver Nem que eu peça carona ou faça uma maratona Ainda, esperando o dia que... Ainda, não aconteceu...

Poesia Muda

O som do violão não para E a canção não diz nada... Mas impressiona os espectadores Os seus sons são muito inspiradores Os olhos voltados ao seus louvores Cânticos sem voz, mas encantadores Ah... se não pudessem parar e serem eternos!

Mero Quadro

Paisagens muito cinzas ou cheias de cores Raios e chuvas ou o brilho do Sol e das flores Paisagens do que é móvel ou simples, imóvel Não há som de pássaros ou de um automóvel Mas é muito mais fácil imaginar com apenas uma imagem Às vezes te dá saudades e às vezes te leva em uma viagem Alguma aventura selvagem ou te dá sede em uma miragem Faz plágio de qualquer coragem ou de um rito de passagem O engraçado é que é apenas um quadro Um artista que às vezes nem é lembrado

O Ser Sorridente

Estamos a vida inteira à procura de algum par ideal Quando as ideias de perfeição são muito diferentes Há sempre um sinal fatal, vital e um tanto irracional Seja consciente ou inconsciente, mas sempre sorridente Vindo dos sonhos, a junção de alma e mente Exatamente, mas não sabiamente competente Ainda assim um ser sorridente Extraído de um peito contente O que vem depois não importa O que importa é o agora...

Teatro dos Lápis

Eu tenho que observar muito Para tentar entender e depois explicar Eu preciso ler sobre o assunto Para decifrar, editar, divulgar e publicar Preciso saber o que é antes de falar Porque é assim que eu faço funcionar Meus atos não se resumem em julgar Resumem em presenciar e testemunhar Tento não falar o que vem na mente Mas o que vem da alma em corrente Talvez até o interior e o exteriormente Pra muitos é conveniente ser imprudente Já eu... Deixo as cortinas se abrirem Deixo as cortinas se fecharem

A Cidade e a Lua

Distrações me deixam com raiva Odeio prender a atenção com a banalidade Algumas me deixam feliz e pensativo Quando observo a Lua ou o brilho da Cidade Antes cinza, mas agora tão belas A Lua cheia e as luzes das janelas

Teoria de Chuva e Aurora

Não passam as horas, nem a chuva vai embora Mesmo que ela demore a virar aurora Embora, agora, lá fora seja tão linda e sonora A criança que abriu os braços em outrora Observou o céu e se esqueceu de onde mora Hoje reclama de tanta demora A mente aflora, desaflora e depois não mais ora Torna-se senhor, torna-se senhora