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Eu não paro na próxima Estação

Expectativas geram decepção Olhares paralisam articulação Nada vale mais que uma ação Nem tudo terá uma explicação Nesse campo você não pede substituição Independente de qual seja a tradição Independente de qual tenha sido a infecção Independente do pulsar de seu coração Eu não paro na próxima Estação Nem na de trem e nem na de verão Nem Outono, Inverno Ou um eterno Inferno Nem na tal Primavera Ou qualquer atmosfera Eu não paro na próxima Estação Nem de ônibus, navio ou a minha intenção

Arena de Areia

Simplesmente não miro admirar Me refiro só ao que prefiro Deixo esse mundo girar e gerar Pretérito de mérito, me viro Me viro de um lado pro outro No mesmo travesseiro e na mesma cama O pesadelo é menor que o monstro Faça silencio e nunca diga ou finja que ama A não ser que odeie muito Sem sentido ao bater continência A não ser que odeie muito Sem sentido ao temer consciência As batalhas acontecem aqui Onde água não pode chegar Se chegar, chega a destruir Então no mar eu irei morar

Pseudo-Cowboy

Os olhos meio abertos As mãos que me protegem dos raios solares É assim que eu desperto Logo mais, lugares, colares e opiniões polares Faço esse caminho deserto Onde posso respirar junto aos mais populares Acredito que aqui me liberto Mas tenho a preferencia por mares e pomares É no interior que se encontra a paz interior...

Reencontros

Nostalgia, aquela musica na rádio Aquele filme passando na televisão Nostalgia, voltar para aquele estádio Aquele estágio de respirar a visão Nostalgia, aquela rua em que já passei Rever pessoas em um lugar comum Olhar nos olhos de quem sempre contei Ou apenas reencontrar algum álbum Quando o passado se torna presente Parece que alma deseja sair da gente

Cubo de Fronteiras

Vemos nas reações Nossas verdadeiras emoções. Vamos da paz interior Para a fúria com o exterior Vemos na consciência Tudo aquilo que se torna consequência. Vamos da nossa ilusão, Nossa visão e versão, ao nosso bordão. Vemos algumas verdades, Algumas mentiras, êxtases e piedades. Vamos odiando aos poucos O que nos fazia bem e nos tornou loucos. Vemos e vamos, vamos e vemos... Sem ao menos sermos mais que pequenos!

Plebe Museu

Certas esperanças já residiram, Mas aconteceram várias mudanças. Muitas decisões se concluíram E hoje se renovam as esperanças. O mundo gira, gira e gira, Sem qualquer direção ou mira. Modificando rubis e safiras, Trocando verdades e mentiras. Mas o que acontece, É que tanta coisa aconteceu. Para não acontecer nada Na coleção desse velho Museu. Mas o que parece, É que esse coração já sofreu. Sem nenhuma nobreza E por isso sempre foi um Plebeu. Nós crescemos e ao crescer tudo muda Se não fosse assim, nós ficaríamos para trás Caímos e às vezes levantamos sem ajuda Precisamos parar, pensar e assim ficar em paz