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Faixa de Pedestre

Rugas do passado Cicatrizes do aprendizado Dores do calçado Meretrizes de seu Mestrado Aprendeu com Ninguém A ser, Ninguém... Nariz empinado Sem olhar para os lados Sorriso estampado De assessórios, enfeitado Aprendeu com Alguém A não ser...

Armadura de Poupa

A distancia é algo que atrapalha, Mas fortalece. A beleza é algo que se espalha, Mas favorece. Muito sonhos são Platônicos, E, utopias da observação. Muitos dos atos são Irônicos, E, átomos de uma oração. Descascar uma laranja, Morder e descobrir se é doce ou amarga. Descansar na esperança, Beber, sorrir, cantar e cair numa praça. É onde você busca sua força ou fraqueza, Com sutileza, um olhar pra natureza. Com tristeza ao reclamar da sua pobreza, Com rudez, um olhar para a nobreza. Quem te deu o poder de ser tão fraco assim?

Lápis Perdido

Ah... o menos improvável e o mais simples, Procurar em um só lugar, o que poderia estar de baixo do sofá. Ah... se eu soubesse como é após os vinte, Estaria brincando, desenhando ou rabiscando nas paredes do lar.

Os Céticos, os Poéticos e os Incredulos

O que podemos aprender aos sete anos? E até o quanto ela poderia aprender após essa idade? Por que a história tem estranhos planos? Fazer espíritos fortes e almas em busca de verdades? Esse mundo pagão com roupas de cristão, Esses surdos querendo tirar ligação da canção. Esses mudos com sabedorias para a nação, Esses cegos pulando os muros sem fazer a lição. Efeitos do som, de um sábado à noite, Eleitos com seus dons, cortados pela corte. Defeitos de um foi, forçado pela foice, O sujeito suspeito de se atirar daquela torre. Quem o empurrou foi sua demência, Causada pela consciência. Era um ser de sua certa inteligência, Talvez de muita carência. A curiosidade com o outro lado, E a vontade de fugir do passado. Não importa como foram, eles se foram... Só não me leve a mau, Mas observem a Capa do Jornal. Que vende notícia igual, Com curiosidades sobre o Animal. O Teorismo e o Ateísmo estão em alta, Porém em Auta, sem qualquer Pauta... Banal!

Pequena de Longe, Mas de Perto...

Uma estrela muito distante, De presença contante. A sua voz em um instante, Dissonante ou soante. Travas nas consoantes, Um tanto que apaixonante... Consigo reunir, Nesse céu escuro e sem Arco-ires. Consigo sorrir, Para que minha prece possa atingires. Para que possa sentires... Sem pires e mais que isso, sem fugires, Para que possa despir-se, antes de dormires. Sem cair aos sonhos que tu perseguires, Devo estar na mesma loucura que tu adquires. Te devo, cobrir-nos, cobrires...

Ex-Tremo

Esses caminhos ainda sem capítulos, Esses livros ainda sem títulos. Estes sozinhos ainda sentindo o frio, Estas bomba com seus pavios. Curto ou não, um dia explode, O peito e a mente que sacode...