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Ninguém + Ninguém

Se alguém me fere Eu espero e quero que ninguém venha e interfira Se algo me entristece Eu não vou dividir e não quero que outro a sinta Dor que ninguém conta Onde a felicidade já foi ponte Dor que vem, desmonta E a infelicidade é a sua fonte

Jorna

Entendo o seu inferno astral A fúria com tudo e nada Entendo seu silêncio mental Entre a cruz e a espada O cão que late ao carro que passa Sem ao menos sequer, ser de raça Suas sombras de dúvidas Aqui e enquanto espera E suas sobras de dívidas Enquanto se desespera

Irmãos de Gangue

Nas ruas fazemos aqueles irmãos de confidência De confiança e de toda a crença Na ausência, na diferença e em nossas avenças Dê-me a benção de sua presença A distancia causa a carência Nós nos viramos de ponta cabeça e ficamos nas avessas O sorriso é nossa referência Em convivência, sem nos importarmos com as aparências Não somos irmão de sangue Mas talvez, sejamos de gangue

Elle

Todas essas quedas e tropeços São o ciclo do planeta Onde o fim pode ser o começo Basta abrir sua cabeça Nós, sempre damos um jeito De não darmos em nada Nós, que são cruzes no peito Como as espadas afiadas Cravadas na lei de amar Sonhar, ser e recomeçar