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O eu mais velho, distópico e Lo-fi

Criogenia no peito
E a mente focada no que se diz respeito ao valor
Eu deixo pra trás o que não me traz paz
Independente do amor

Apagar memórias
É um presente do tempo e às vezes é até um favor
Coloco na frente o que tenho em mente
Limpando toda poeira e bolor

O meu sorriso e meus abraços verdadeiros
São as únicas coisas que peço de volta
Com a mesma sinergia, intensidade e apreço
Preces aos anjos que nos fazem escolta

Eu quero o seu bem
E te quero meu bem

Sei o preço da liberdade e não crio gaiolas
Deixo todas as portas e as janelas abertas aos que vão e voltam
Mas sei que sou cárcere de minhas escolhas
E eu sei que assim que as decisões são tomadas, elas não voltam

Sou o herói e o culpado de meus destinos
E por eles estou chorando, estou sorrindo

Ouvi o concelho de um senhor que dizia
Meu filho, ser você mesmo é tudo o que você pode ser
E ouvi várias histórias naquela noite fria
Viajei e voltei nessas palavras, nada me fazia esquecer

Somos as chuvas, trovões e tempestades que enfrentamos
Somos as bonanças e os castelos que criamos
Somos as estrelas que brilham em nossos olhos, sonhamos
Somos a escuridão e a luz e em flash piscamos

Ser você mesmo é tudo o que você pode ser (...)

E apesar de eu ter várias fotografias mentais sobre ti
Eu não lembro da voz que muitas vezes me fez sorrir

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