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A Presa

Quando você percebe que é a caça, Já é muito tarde É melhor que tenha um sonho e faça, O torne realidade Estratégias de vida Com várias entradas e saídas Sem planos a vida Terá apenas estradas repetidas É hora acordar... Eles querem te caçar!

Cólera

Quando a lentidão visita Ela muito te irrita Quando as coisas não acontecem Tudo te aborrece A paciencia é a ciencia mais incompreensivel Ela é insensível, terrivel e as vezes inacessível As porradas na parede não mudam nada A cara amarrada, os buracos na estrada As luzes apagadas, os barulhos da pousada A voz calada e todos os tombos da jornada Quando há o desespero da alma Nada te acalma Quando as coisas não acontecem Tudo te aborrece O pior é saber que não pode fazer nada!

Paraíso Secreto

Um Paraíso Secreto, por poucos descoberto Um silencio deserto... nos momentos em que me liberto Dá pra ver o brilho da luz nos olhos de quem tem a verdadeira paz interior Dá pra saber quem são os dispostos, quem se transpõe ao ser um sonhador Um Paraíso Secreto para os raros E Portões fechados aos alucinados!

Castelo de Fortalezas

O homem não é feito por suas quedas Mas sim pela rapidez em que se levanta Não é julgado ser o forte por sua massa Mas sim pelo tamanho de sua esperança As cicatrizes e a pele ralada não dizem nada Mas mostram que tens um belo anjo da guarda Tem sempre alguem que ascende a vela e reza De grande nobreza e uma invisível grandeza O homem é criado em prantos e oração De alguem que está sempre à disposição

Endrômina

Endrômina da máscara que te domina Disciplina na vontade que te fascina Uma neblina que faz parte de sua sina Fecha as cortinas, antes que eu suma na esquina Mentira, aquela que te alucina Está na mira... da mera rotina A impostura que se imortaliza A criatura de falsa doutrina A estrutura de varias recaídas E a tortura do ser mais suicida Mentira, aquela que acredita Está na mira... da mera rotina Por que de tanta maldade e falsidade?

Andarilho

No começo e no fim em meio a berros Clamor que não encerro e som que venero No solo mais sincero, que poderia ser eterno Repleto de projetos, de muitos concretos... Algumas vezes secreto... Poucos merecem ouvir isso direto A viola e a gaita no concerto A voz do discreto e o som obsoleto O homem de preto pega suas coisas... E some no vento! Andarilho com o brilho da lua Filho do castigo e paixão mútua Resto dos vestígios dessa rua Anda sobre os trilhos e continua O homem de preto pega suas coisas... E some no vento!