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Andarilho

No começo e no fim em meio a berros
Clamor que não encerro e som que venero
No solo mais sincero, que poderia ser eterno
Repleto de projetos, de muitos concretos...

Algumas vezes secreto...
Poucos merecem ouvir isso direto
A viola e a gaita no concerto
A voz do discreto e o som obsoleto

O homem de preto pega suas coisas...
E some no vento!

Andarilho com o brilho da lua
Filho do castigo e paixão mútua
Resto dos vestígios dessa rua
Anda sobre os trilhos e continua

O homem de preto pega suas coisas...
E some no vento!

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