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A Galeria das Demasias

A mente e as suas fantasias
Sopros e sussurros de nostalgia
Cálculos infundados de magia
Cópia, ironia e mania de agonia

Sem pontaria ou qualquer artilharia
Hipocrisia de harmonia e desarmonia
Uma Biografia da notória monotonia
Filosofia de sabedoria e categoria

O dia-a-dia
O dia, adia...
O amanhã ardia
E o ontem é covardia

A companhia que se distância...
Desde a Periferia do peito à minha Província

Ninguém tentaria ou ao menos confrontaria
Ninguém se quer faria, ousaria ou atravessaria
Meus portões de inúmeras crenças e teorias
Faltam melhorias nas profecias e poesias

Mas as defesas são fortes e a mais fraca te sugaria
O silencio te calaria, sem mera covardia e sim sinfonia
E eu sei, que nem a teimosia da ventania me derrubaria
Nenhuma palavra me envenenaria e sim, teria minha cortesia

Estaria em minha Galeria das Demasias
Exposta entre as Minorias e as Maiorias

O dia-a-dia
E nada mais se adia
A mente está sadia
E o peito ainda cicatriza

Nem todo vaso quebrado se reconstrói errado...

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