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Vem cá, Vai...

Vem cá me abraçar, vai Vem cá paralisar no meio de minhas pernas aos bocejos Vem cá me trazer a paz Vem cá ficar me olhando, esperando um de meus beijos Terá todos os seus direitos Sobre os esquerdos de meu peito, tire proveito Por enquanto em pensamento Vou com um olhar suspeito, te deixar sem jeito Espere por seus cafunés E por sua longa massagem nos pés Assistir um filme quase sem volume Conversas abertas, bem próximas ao seu perfume As portas fechadas de: Não Perturbe Fazendo o eco sem tédio, do vício e dos costumes Hábitos e Rotinas Hálitos e Retinas... Acorde, temos muita coisa pra fazer hoje!

Desliga a Vitrola

Violão parado, Só esperando para ser tocado. Ser iluminado, Que sempre quero ao meu lado. Amigo de meu silencio, Às vezes, eu não sei as notas que estou fazendo. Amigo de meu momento, Abaixo a cabeça e faço a conexão ao seu templo. Composições que só nós ouvimos...

Muros e Múrmuros

Você acorda como se a raiva contra a sociedade, Te transformasse em algo a mais do que o simples resto. Você acorda com um único objetivo de felicidade, Se esquecendo do valor que pode ter um simples gesto. Armado de palavras, munição de bem e de mal, Protegido pela consciência que entende o que é o diferente e o igual. Mirando com sabedoria qual será seu ponto final, Erguendo as bandeira de sua escolha pessoal ou a sua visão espiritual. Entre a busca pela paz ou pela riqueza, Em tudo aquilo que você enxergar a beleza. Entre caminhos de surpresas e proezas, A pobreza e a realeza, a nobreza e a pureza. Muros pichados e Múrmuros calados...

Lendas

Há sempre uma renovação de nossos mitos, Nas criações e nas crenças. São heróis da mudança com o mesmo grito, Fazendo parte da diferença. De tempos em tempos, É sempre erguido um novo templo. De tempos em tempos, Um tirano morre como o exemplo. E na citação de uma parábola antiga, Um rebelde ignorante com a vida. No caos para que a população reflita, Poesia escrita, mas não entendida. Energia cega de falsa revolução, Assim se faz o impulso sem o pulso da nação. Novidade da mesma informação, A ampliação e aplicação em vão e a limitação.

Orar, Chorar... Curar-se

A luta parece estar nesse Universo, O peito, em um de meus versos. O passado, enterrado e encoberto, Os espíritos cada vez mais perto. Imerso em grande inverno, Um adverso de meu inferno. Às vezes eu até converso, Mas em muitas vezes me disperso. Balanço, foco e desperto, Observo quieto a tudo que quero. Meus verdadeiros sonhos, Horizontes e grandes planos.

SETE

Ouço o som de minha paz, É respiração. Oração, foco no eu, no mais, É a atenção. Tudo que vai e um dia volta, Pode até haver minha revolta. Posso ter a esperança torta, Mas que jamais estará morta. Um exercício,  Que se torna o vício. Um artifício, O difícil e o sacrífico. Estudar-se desde o início, O seu benefício e seu prestígio. Sem um desvio ao fictício, Entre o precipício e o domínio... O Desafio!