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Graduações

Superação e triunfo Sua força vem de onde menos imagina Do destino, o trunfo De filosofia e princípios, toda doutrina Da queda, se levantar Do arrependimento, não mais errar De seus cortes, cicatrizar Da fúria, uma paz interior encontrar Transições de energias O trago do sabor e a fumaça da dor Transmissões e melodias O gole que não mata a sede em teor A transformação do bem em mal e vice-versa Dez jogadas em uma só ou andando em inércia

Amor, Traçar e Não Amordaçar

E essa paz que é transmitida Por sua simples presença, por seu simples perfume E na ausência não é invertida Está aqui em crença, me faz sorrir como de costume Aumento o volume quando toca a nossa música Mesmo em distância, eu sei que és minha única

Nosso Folclore é Crer

O que nos faz querer ser É aquilo que nos inspira O que observamos ao crer É uma fé que se transpira O mundo gira Enquanto ao voto, ainda se respira E a gente pira Mas nossos sonhos, ninguém tira E a mesa, vira Nem todo devaneio é de mentira Há quem se retira Fraqueja e se entrega à sua ira De todo interior Somos caipiras De nosso folclore Sacis e Curupiras

Comissário à Bordo

A vida é essa jaula para esses canários otários Que desejam sair, mas não sabem o que vão fazer lá fora Um missionário com um dicionário nos braços Levando a palavra, a frase e a crase conjugada na hora Um cenário cheio de questionários Um revolucionário fora do plenário Um funcionário tão extraordinário Um visionário, que seja fracionário Quis apenas falar pouco E jogou perolas ao porco

Sei que Ela é uma Sequela (Apocalipses Diários)

Mentes incrédulas Em suas células Sonhos por cédulas Ceder, vésperas De pólvoras e cóleras O pavio se acenderá Espera-se por operas De navio e perolas Em moleques e moléculas De tudo, em todas aquelas sequelas Foram ditadas por ela Também pudera a quem teme a fera A quem só vê nela Um ser que se venera A quem senti nela O perfume que tempera Soldados incapacitados Sentados do outro lado As velas nas capelas A novela pelas janelas Os donos das donzelas No sangue que nos cela Um olhar para o futuro nos olhos da esfera Que apaga o verde das florestas Soldados a seguir a sua poderosa quimera Que leva tudo o que nos resta O Deus dos lideres é Capital Que faz de todo dia, um final

Piso Firme

Só ela que era daninha E era a minha erva Difícil deixá-la sozinha Pra tomar uma ceva No frio ela é a minha coberta de razão No calor é a descoberta da minha emoção O peito incha da dor que deixa mais forte Uma definição que é do corpo ou mental As trilhas dependem da sorte ou do norte Na distinção que vem de um sopro astral Eu voei, eu vou e volto Se suei, sou e não solto É o soar das conchas Que capturaram o som do mar O voar das sombras Que capturam quem está no ar A cabeça lá nas nuvens e os pés aqui no chão Piso firme, mas eu me levo e elevo minhas mãos

Padrões Atuais, quem Atua e que é Tua (Quieto, Que é Tudo)

Contei as flexões Me perdi em números pensando em quase tudo Cantei as emoções Me perdi em fantasmas e me livrei desse mundo Contei o confecções E em seu desprezo dancei junto ao desespero Cantei com ficções Convicto ao mante, invicto ao montar o terço Uma parte de mim é oração e a outra parte é a crença Uma parte de mim é a criação da criança, não cresça Minhas histórias contra Dragões São iguais a do pescador E eu que vivo de algumas ilusões Não deixo de ser sonhador Pescador de ilusões nesses padrões atuais O que eu quero mais, é a minha, a nossa paz