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Praças, Botecos, Esquinas e Filosofias

Depois da descoberta do fogo A ramificação Onde toda evolução se tornou Sua devastação Podem até te dizer não Mas aceitar é só uma opção Da sabedoria que não É entregue ao povo ou nação Que não teriam a noção Do que fazer com tanta informação Na divisão ou separação De continentes-classes, subdivisão Emblemas de cor, para a opressão E cruzes para inquisição Nascido em meio à pecados pagãos Dos que se dizem cristãos Frases confusas em cada ão A seda era o bloco de notas do cidadão Rima estúpida em cada vão Na taça de vinho do já filosofo e ancião Mas era cada coisa que eu ouvia Que virou teoria Era cada lacuna que se preenchia Que virou poesia

Crônicas sem fim

Fidelizar sorrisos Se dedicar e ter compromisso A Lua em Marte O Sol que rege o meu infinito Escolhas e destinos Atalhos e caminhos O escritor e seus personagens Em trajetórias sedentas de confusão O que cede e os que sucedem Se procura ou não, trazer uma lição Talvez alguma ligação com a próxima história

Incrédulos Confusos

De chuva, roupas sem secar Dilúvio que cobriu as casas De luva e os dedos a rachar Discurso, demônio de asas Inconstantes tropeços em mentiras Nos fazem cair na real Grande oração em agradeceimento Na consciência do leal A fé que tens e a ordem que mereces E quem vai ouvir a suas preces? A vida que tens e o olhar que perece E a quem te levantas, te atreve? Ordenam os Astros Mas nunca, seus Atroz Levantam o mastro Nas escolhas e no após Os ventos e os caminhos Nas ondas, seus destinos

Daniel (Sem Covas)

O meu recanto de canções Paixões diversas Sem pranto ou lamentações Questões à veras E o que haverá? Ou, quem verá? Deixem as fábulas de lado Inversões e invenções Deixem as ficções de lado Intervenções e versões Todos são os sábios de seus mundos Universo, firmamento e orbe segundo A empatia é só um talvez Nunca saberá o real sentimento dos outros O porque e como ele fez Substantivado, jugado, conjugado monstro Não é você mesmo quem diz... Que no final, só Deus é o juiz?

Primatas

Afasia, se estão achando que tão bombando Repetiram de ano, repetiram os planos Mas quem disse que retroceder é se atrasar É preciso reaprender para se renovar E quem fazia era a dona do lar Dormia mais tarde e bem cedo a se levantar Que estava sempre a cantarolar Eram suas mãos frias de suas roupas lavar As verdadeiras mulheres são anjos de sobrados Cuidando daqueles que se acham grandes e marmanjos E ainda ouvem desaforo de calango sem cerrado Que diz que faz sacrifício, mas não faz o próprio rango O pior, é que são vários machistas Reclamando dos racistas E falando do imperialismo nazista Sem ao menos ser realista (...) E eu Eu lavei as minhas mãos por esses reles mortais Seres banais Boçais sem paz e ainda dizendo que sabem mais Mas nada faz

Melopeia

De poesias à sonatas Intituladas por suas datas A bela cidade pacata De bailarinas e acrobatas O perfume da mulata Todos os frascos, garrafas e latas Cachoeiras e cascatas De quem vence, perde ou empata Músicas que dizem muito mais sobre você Do que você mesmo Canções que te fazem lembrar ou esquecer Alegrias, sofrimentos Mas também, tabacos de quem não traga Vinhos de quem não se embriaga Concelhos na doçura de quem se amarga São caminhos de quem não viaja É dos pés no chão de quem apenas voa Que não protege da chuva, só da garoa

João

Estamos sedendo E cada vez mais, nós estamos nos devendo Somos o remendo Ainda faço as minhas anotações e adendos Estamos em crescimento Somos muros e pontes vindas do cimento Sementes nesse momento Para os frutos que ainda estarão nascendo Conheça-te a ti mesmo Na verdade que você ainda não está vendo Seja a água, seja o vento E nas suas pegadas, seja o acontecimento