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Teatro da Espora e da Escoria

Realidade limitada
Voracidade alienada
Sonoridade gritada
Felicidade inventada

Utilidade fadigada
Claridade obcecada
Humanidade abandonada
E humildade retirada

As vozes já não dizem nada
Tenta escolher uma estrada
Faz do sorriso uma fachada
Com a ironia quase fragilizada

A miragem some no deserto
E o que era real agora é mentira
A miragem some no deserto
E o silencio paira, a platéia se retira

Senhoras e Senhores
Irmãos e Irmãs...
Ninguém aplaudiu
Nem ao menos chorou ou sorriu

O espetáculo foi em vão...
Nem merece ser comentado ou meramente criticado
O espetáculo foi em vão...
Os que se mantiveram sentados, ficaram frustrados

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