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Duas e Dezessete

A chuva e a vontade de dançar,
Observando a Lua que está cristalina.
As curvas e tu sem se importar,
Com o que verás na próxima esquina.

É o agora, é a alma sendo lavada,
Onde o antes e o depois não são nada.

O seu pequeno paraíso,
Entre a Rua e a Avenida.
Você e sua falta de juízo,
Paralisado ou em corrida.

É o agora de chuva e madrugada,
Onde o antes e o depois não são nada.

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