Pular para o conteúdo principal

Entre manhãs de café forte e noites de vinho barato

Nós já nascemos perdidos
Buscando por algum sentido
E sozinhos, nos iludimos
Nos alimentando de espinhos

Preferimos as belezas, as cores e perfumes
Paramos pra ouvir os outros e não nos ouvimos
Aumentamos o volume e como de costume
Não fazemos como planejado, apenas seguimos

Quantas vezes eu já quis ir e fiquei sentado
Quantas vezes eu não estava naquele mesmo lugar
Quantas vezes observei e só fiquei parado
Quantas vezes em prantos, eu sorri ao me mascarar

Muitas vezes tenho vontade de fugir
Mas me lembro que a vida real não é só fracasso
Muitas vezes tenho vontade de sumir
Mas me lembro que sou o palhaço e não o mágico

Muitas vezes eu não consigo dizer nada
Querendo explodir palavras pendentes
Muitas vezes eu disse que não ia mudar
Mas hoje eu sou totalmente diferente

Entre manhãs de café forte e noites de vinho barato
Cá estou, tentando entender pra que tantos horários

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ângelo

Hoje aquela poltrona está vazia Ninguém mais olha pela janela E sem perceber ele se despedia Naquele canto, no vazio da tela Nos ensinou na união das cartas Que a gente não sabe o que vem entre os números e a família real Mas nós temos que usar a lábia Entender os sinais dos nossos parceiros e enganar o olhar do rival A caneta no bolso do peito marcava os pontos O chapéu na cabeça escondia o olhar Mais um copo de caipirinha para sentir o gosto O gosto do momento, o gosto do estar Nos ensinou na união de fins de semana Que a família não é só o sangue, é quem a gente traz pra ela É quem a gente aceita e assim se emana Que a família tem pilares que precisam se renovar em tutela E em sua despedida, nos mostrou que todo o ciclo se encerra Mas que a vida continua para os que ainda ficam com os seus pés na Terra Continuem com seus passos e não deixem de ascender a vela Não deixem de caminhar, não deixem a fé, fortaleçam suas orações e rezas A gente ainda volta a se encontrar Em sonhos e conve...

Sarau, Luau e Litoral

E precocemente morre a poesia amassada Dentro da frase deletada A criança vai aos céus sem uma caminhada Sem uma historia contada Pai é quem cria e pela Morte ela foi adotada Foi pelo Destino, levada O corpo é rito de passagem e ela foi sorteada A não sofrer na jornada Assim Tira toda a poeira do chão em vão, pois não limpa os seus móveis Assim Vai até o mar se perguntar de onde vêm as lágrimas de um homem De onde vem eu também não sei Mas é aqui o seu destino final E nas dores que em amores se fez Elas vêm parar aqui, no Litoral Em todas as festas da virada, de ano, de jogo Não coloque a mão e nem brinque com o fogo...