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Inóspito Hospício

Ir ou ficar, ser ou estar
Se sentir, se sentar, ao ceder ou sedar
Sem ter, tentar e testar
Ao falar ou calar, cumular ou acumular

O lar de meus demônios
De meus sinônimos e antôninos
Premunição ao contorno
E só sabemos quem nós somos

Filhos bastardos de deuses pagãos
Com cicatrizes feitas de desenho
Criaturas, caricaturas da escuridão
Ouvimos melhor, apenas vemos

É, mas cada um, com o seu único sorriso
Na voz perdida em trilhos
Onde se arranca suspiro de poucos brilhos
Barulho infernal de atritos

Minha mente sangra
E coloco as minhas mãos nos ouvidos
Minha milonga tanga
Com guitarras turbulentas sem sentido

Não uso mais a desculpa de que o inferno são os outros
Pois nunca foram, sempre fui eu o meu próprio monstro

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