Pular para o conteúdo principal

Pôr do Sol

Me sinto frágil a ponto de partir
Mas não prestes a me repartir
Nem dividir para tentar te suprir
Pois não sou muito de sorrir

Eu não sou de usar máscaras
Sou de deixar os meus personagens, livros
Seja introspectivo ou de farras
Sou quem quero ser e ao morro, sobrevivo

Sou de refletir e de reparar
Significo muito mais do que o meu sonhar
E no caminhar ao observar
Busco a hora de cantar e a hora de me calar

Sou presa fácil querendo romance
Sou estrelas florescentes no teto ao alcance
Sou peça enferrujada no desmanche
Sou imortal em busca de mais uma chance

De novo, me sinto frágil a ponto de partir
Sei que fui ferido, mas também feri
E eu, estou sempre disposto a reconstruir
As coisas se encaixam se deixar fluir

Eu não sou de usar máscaras
Sou de deixar os meus personagens livres
Seja introspectivo ou de farras
Sou eu quem morre, sou eu quem sobrevive

Sou de refletir e de reparar
Significo muito mais do que o meu sonhar
E no caminhar ao observar
Busco a hora de cantar e a hora de me calar

Sou presa fácil querendo romance
Sou estrelas florescentes no teto ao alcance
Sou peça enferrujada no desmanche
Sou imortal em busca de mais uma chance

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...

Fé renascida

Dizem que para dar o primeiro passo é preciso coragem E que para seguir em frente é inevitável e necessário ter disciplina Que se quiser continuar subindo, é essencial ter bagagem E que é indispensável ter concentração para continuar lá em cima Sou filho da mudança, da fé e do tempo  No caminho de um lutador que sonha com a utópica justiça  Sou concentrado, mas nem sempre atento Peço proteção contra a inveja e invisibilidade perante a cobiça No quarto, tenho quadros de heróis que não existem  No fone. playlists separadas por sentimentos e não estilo Fui inspirado nas histórias daqueles que insistem Não parei de desenhar, apenas mudei traços e requisitos Eu não assinei contrato com algum demônio Mas com os santos que vocês domonizaram Peço conselhos às bruxas que vocês queimaram E leio as cartas dos ciganos que expulsaram  E eu que que achava que era esquizofrenia As vozes na minha cabeça eram intuição, instinto O passado que não vivi na presente ironia Destino escrit...