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Tropeços nas Ruas (O olhar distante)

Há sempre uma tática, Em que a mente empaca. Há sempre uma prática, Em que tu perde a estaca. Há sempre uma lógica, Sem informações na placa. Às vezes uma matemática, Às vezes é levado pela maca. Há sempre incompreensão, Confusão em qualquer uma ação. Viver de seu diário tropeção, Olha pra nada, seu louco coração. A amada não sai da mente ou do peito? Que jeito? Da alma imagens do dia perfeito. Mas da distancia, um tanto insatisfeito? Onde a saudade se faz efeito, nada estreito. Explosivos, Bombas e Fogos de Artifício, Nada artificiais, preenchimento de seu vazio.

Adeus Ninguém

As luzes de um arranha-céu, Uma noite com poucas estrelas e letras no papel. Julga-se o réu, joga-se ao léu, Mais lento e bem depois dele, vem o seu chapéu. Os olhares observam o seu único feito impressionante. Não que tenha sido importante, foi um tanto irrelevante.

Houdini

Voar e poder ver lá de cima, Tudo, com Nitidez. Sumir com todas as rimas, De vaga estupidez, Mas apenas ficar muito longe, De tudo, com rapidez. Ter a meditação de um monge, Em minha vasta timidez. Apenas sumir em algum momento E depois reaparecer junto ao vento.

Rotina de Dias diferentes

Chuva, você gira e deseja mais de sua cama, Mas tem compromissos e então se levanta. Chuva, você abraça o travesseiro e se cobre, Se enrola mais e sente-se o ser mais nobre. O escuro chegou bem mais cedo E ainda sim, segue seu enredo. Uma mudança não te trará medo, Aos céus não guarda segredos. A rotina acontece, mesmo que dia mude. O sorriso aparece, mesmo por dentro rude. Aproveita, enquanto ainda tem juventude. A atitude que te ilude, não tira tua virtude.

Adeus Cidade

Há longos períodos de nossos dias cinzas, Pra você dar valor ao Sol que brilha hoje. Há longos dias sem ventos e as suas brizas, Pra você dar valor à toda mudança e posse. Uma leitura de jornal, café e cigarro. O som de seus vícios, em seu carro. Lugar longe e rodas cheias de barro. Onde só observo, paro e não narro. Aqui, é que é raro!

Pesca

Um dia de rádio velho, Tocando músicas únicas É tão lindo, é tão belo, Vai de porsche ou fusca Tudo soa, como sempre quis que soasse. O dia passa, como sempre quis que passasse. Bate a briza do vento E batem os raios do Sol. Esquece dos lamentos E pra frente, joga o anzol. Tudo soa, como sempre quis que soasse. O dia passa, como sempre quis que passasse. Sem preocupação. Sem civilização. Sem desorganização. Sem contradição.