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Desvairado

Não espere que mudos mudem
Mas sim, que os mais surdos surtem
Não espere que de luto, eu lute
Mas sim, que mesmo rude, te escute

É muita confusão em todas as mentes
É muita gente que se mete e apenas mentem

Não espere o que normalmente Espera
Aquele venera a esfera de passados nessa Era
Ao que torna-se uma Fera na Primavera
Mais um Inverno que tempera toda essa Miséria 

É muita confusão em todas as mentes
É muita gente que se mete e apenas mentem

O que eles verão posterior a esse Verão?
Talvez, oque outrora, em Outono são
Só sei que vou parar na próxima Estação
E vou partir como se partem Coração

Insânia de todo e qualquer Destino
Delírio de todo aquele mero Desatino

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