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Animais (da cidade)

Sua visão periférica em seu voo livre,
Seu vento na cara e a queda em adrenalina.
Seu canto que não desafine ou desatine,
Sua natural morfina, ali, parado na esquina.

Seu desfilar pelos muros no escuro,
Sua escalada rápida nas árvores da cidade.
Seu latido sem sentido e até imaturo,
Seu olhar de saudade que espera a felicidade.

Uns abandonados e outros amados,
Mas eu vejo vários por onde passo...

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