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Pipocas Saudosistas

O cômico Fausto
Trágico ato
E as mãos ao alto
Sem assalto

Talvez o roubo da atenção
E em recreação, a recriação

Crônico de fato
Um eterno e um peralto
Olhar tão exato
Que é de gato para rato

Talvez o sopro da canção
Em toda benção, sua menção

Calçadas e asfalto
Em árvores, em matos
O caro e o barato
Mais um velho novato

Chaplin e Chapolin, em geração
Shakespeare, Chespirito da nação

De todo estado
Nervos a flor, o afortunado
Da pele, rastros
Em marés, ventos e mastros

Talvez astros em constelação
Faz-se a fascinação e fica a ficção

O teatro Saudosista
Do que já esteve na pista
Os imortais artistas
Juntam a fábula e o realista

Meus filmes antigos saem das gavetas
Cofres das mais raras estrelas e planetas

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