Pular para o conteúdo principal

Entre Miragens e Paisagens

É menos
E é mais,
Não é questão de número.

Não é questão,
Nem sabedoria,
É o silencio em sussurro.

A Lua,
As estrelas
Em detalhes no escuro.

As luzes,
As certezas
Em cima de um muro.

Enigmático,
Dogmático,
Exemplificam o futuro.

Ao chorar,
Acalentar,
Concluo ao confuso.

Instinto,
Extinto,
Este que vai ao túmulo...

Enterro aqui, trajando o que é terno,
Talvez, eterno.
Foi apenas o tanto que eu uni versos
A esse Universo.

Não espero a salvação em Liberdade,
Fomos gerados dentro de gaiolas.
Então, procuro além dessas Verdades,
Que fazem das escolas, esmolas.

Entregam em migalhas o que se espalha,
Em batalhas, anexos de fornalha.
Enfeitam de medalhas uma educação falha,
Navalhas entregues por canalhas.

Às vezes fico me perguntando,
E outras, no quarto, não quero saber de nada
Às vezes fico só, me recriando,
E outras, apenas avoado sentado numa escada

Encarcere
Às vezes compondo
In-Prócer
Às vezes acampando

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Ângelo

Hoje aquela poltrona está vazia Ninguém mais olha pela janela E sem perceber ele se despedia Naquele canto, no vazio da tela Nos ensinou na união das cartas Que a gente não sabe o que vem entre os números e a família real Mas nós temos que usar a lábia Entender os sinais dos nossos parceiros e enganar o olhar do rival A caneta no bolso do peito marcava os pontos O chapéu na cabeça escondia o olhar Mais um copo de caipirinha para sentir o gosto O gosto do momento, o gosto do estar Nos ensinou na união de fins de semana Que a família não é só o sangue, é quem a gente traz pra ela É quem a gente aceita e assim se emana Que a família tem pilares que precisam se renovar em tutela E em sua despedida, nos mostrou que todo o ciclo se encerra Mas que a vida continua para os que ainda ficam com os seus pés na Terra Continuem com seus passos e não deixem de ascender a vela Não deixem de caminhar, não deixem a fé, fortaleçam suas orações e rezas A gente ainda volta a se encontrar Em sonhos e conve...

Sarau, Luau e Litoral

E precocemente morre a poesia amassada Dentro da frase deletada A criança vai aos céus sem uma caminhada Sem uma historia contada Pai é quem cria e pela Morte ela foi adotada Foi pelo Destino, levada O corpo é rito de passagem e ela foi sorteada A não sofrer na jornada Assim Tira toda a poeira do chão em vão, pois não limpa os seus móveis Assim Vai até o mar se perguntar de onde vêm as lágrimas de um homem De onde vem eu também não sei Mas é aqui o seu destino final E nas dores que em amores se fez Elas vêm parar aqui, no Litoral Em todas as festas da virada, de ano, de jogo Não coloque a mão e nem brinque com o fogo...