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Entre Miragens e Paisagens

É menos
E é mais,
Não é questão de número.

Não é questão,
Nem sabedoria,
É o silencio em sussurro.

A Lua,
As estrelas
Em detalhes no escuro.

As luzes,
As certezas
Em cima de um muro.

Enigmático,
Dogmático,
Exemplificam o futuro.

Ao chorar,
Acalentar,
Concluo ao confuso.

Instinto,
Extinto,
Este que vai ao túmulo...

Enterro aqui, trajando o que é terno,
Talvez, eterno.
Foi apenas o tanto que eu uni versos
A esse Universo.

Não espero a salvação em Liberdade,
Fomos gerados dentro de gaiolas.
Então, procuro além dessas Verdades,
Que fazem das escolas, esmolas.

Entregam em migalhas o que se espalha,
Em batalhas, anexos de fornalha.
Enfeitam de medalhas uma educação falha,
Navalhas entregues por canalhas.

Às vezes fico me perguntando,
E outras, no quarto, não quero saber de nada
Às vezes fico só, me recriando,
E outras, apenas avoado sentado numa escada

Encarcere
Às vezes compondo
In-Prócer
Às vezes acampando

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