Pular para o conteúdo principal

E se o tempo parasse?

Impeço qualquer olhar profano
Volto a fazer meus planos
Peço perdão por ser tão humano
E de continuar sangrando

Alguns dos pensamentos não merecem ser divididos
Devem ser alinhados, meditados para não soarem como uma loucura
E quando falar consigo, não tente ser compreendido
Pois externamente existem outras mentes tentando ter a sua aventura

Tentando se encontrar internamente em outro espaço
Cada um tem seu momento, seu ciclo e escolhas
O Tempo é rei e não respeitá-lo, será pune de fracasso
Na Primavera floresce e no Outono, adeus folhas

Eu tento me suprir no linear
Que em meus pensamentos não existem
Para de algum modo superar
Meros fatores do que conquiste, consiste

E uma coisa eu aprendi, amarrar o cadarço e não me esqueci
Me esqueci de quando foi, mas de certo modo sei que cresci

É...
E se o tempo parasse?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Capitão Trapas

Humanizar, catalisar Não pular etapas Talvez tentar acelerar Observar o mapa Um tampão no olho esquerdo Caveira que ninguém escapa Chapéu preto e jaleco vermelho E nenhum herói que use capa Talvez um, que manuseie bem a espada Mas talvez, é cinquenta por cento nada...

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...