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Um Olhar saudoso, fechado e de braços cruzados, quase sorrindo (...)

O platônico ser
E as lágrimas do próximo
Não adianta dizer
Ou fingir e parecer obvio

Bem, ótimo, não estamos
O peito bombeia e nas veias corre diferente
Em ódio, então, choramos
Vemos aquilo que não está em nossa frente

Ganhamos um presente entregue pelo passado
Em meio a bagunça de uma organização
Até podemos chegar a um horizonte observado
E vemos que lá, há mais que uma fração

Nós somos nossa viagem ou nossa paisagem?
Nós somos uma imagem ou uma mensagem?

Talvez antes eu diria
Escritos certos em linhas tortas
Talvez hoje eu fugiria
Sem rumos, mapas ou até rotas

Mas tive empatia com o meu eu do futuro
E preferi ficar e aqui tomar um novo rumo

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