Pular para o conteúdo principal

Um Olhar saudoso, fechado e de braços cruzados, quase sorrindo (...)

O platônico ser
E as lágrimas do próximo
Não adianta dizer
Ou fingir e parecer obvio

Bem, ótimo, não estamos
O peito bombeia e nas veias corre diferente
Em ódio, então, choramos
Vemos aquilo que não está em nossa frente

Ganhamos um presente entregue pelo passado
Em meio a bagunça de uma organização
Até podemos chegar a um horizonte observado
E vemos que lá, há mais que uma fração

Nós somos nossa viagem ou nossa paisagem?
Nós somos uma imagem ou uma mensagem?

Talvez antes eu diria
Escritos certos em linhas tortas
Talvez hoje eu fugiria
Sem rumos, mapas ou até rotas

Mas tive empatia com o meu eu do futuro
E preferi ficar e aqui tomar um novo rumo

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Capitão Trapas

Humanizar, catalisar Não pular etapas Talvez tentar acelerar Observar o mapa Um tampão no olho esquerdo Caveira que ninguém escapa Chapéu preto e jaleco vermelho E nenhum herói que use capa Talvez um, que manuseie bem a espada Mas talvez, é cinquenta por cento nada...

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...