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Ser Tão, Brasil

Digerindo uma criação
Meu Deus interior, musico, escritor
Ventre de minha unção 
Só eu sei o sabor e o seu real valor

Ímpeto consequência
Finito de paciência 
De pouca experiência 
Cheio de essência 

Minha criança saúda os convictos
Dizendo que fé não é tradição
Minha esperança saúda os invictos 
Ouvindo que fé não é traição

A beleza anda vazia
Nas passarelas, nos cantos, triste poesia
Ao olhar, é anorexia
Ao respirar, sem alma, só uma pele fria

Violentas placentas de sarjeta
Sargentos, nojentos à essa hora 
Releitura que relenta à beira
Mar de sangue, largam as botas

O Senhor, dormiu na praça, pensando nela
Na paz que nunca encontrou em sua favela          

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