Pular para o conteúdo principal

Antes da Seis

A raiva imposta na parede
Não derruba nada, nada
Enquanto mais um sorriso
Adentra qualquer morada

Ou qualquer muralha
Igual ao vento e as águas
Os anjos e a enseada
Montanhas e ressacadas

Toda e qualquer palavra
E o poder que inicia ou acaba
Nos destrói ou nos salva
Traz de volta ou leva a alma

Dentro de nós, temos o medo,
A força e os segredos
Dentro de nós, temos os erros,
Os laços e os enredos

E o que está prestes à explodir?
Nossas bombas ou fogos de artifício?
Vão nos entender ou se intervir?
Falaremos com latidos ou sorrisos?

Silencio, não pise tão forte no chão
À essas horas, nem todos levantam

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...

Capitão Trapas

Humanizar, catalisar Não pular etapas Talvez tentar acelerar Observar o mapa Um tampão no olho esquerdo Caveira que ninguém escapa Chapéu preto e jaleco vermelho E nenhum herói que use capa Talvez um, que manuseie bem a espada Mas talvez, é cinquenta por cento nada...