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Domus

A calmaria dessa garoa fina
Disfarça todo desespero
As lágrimas não são colírios
Para os olhos vermelhos

Minha fé não fica estampada
No escuro, nos joelhos
A Lua controla fases da maré
E traz à alma, desapego

O farol me tranquiliza
É a Terra firme à vista
Evidente, indiscutível
Serenidade, conquista

Os galhos secos se tornam nítidos
Sob o brilho de cada estrela
A insônia e a vigília são espíritos
De minha extrema esquerda

Mil anjos e mil demônios
Na luta eterna de meu Universo
Mil sinônimos e antônimos
Não afogam meu ser submerso

Em subversão de valores
Na descrença sobre suas riquezas
Em subversão de valores
Na descrença sobre suas belezas

O meu sangue corre à cada pulso
E assim descansa à cada impulso

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