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Constante Impermanente

Me deparei com minha falta de fé
E contando meus passos perdidos
Me perdi e antes de chegar ao dez
Sabia que teriam muitos sofridos

Me reparei em um espelho trincado
Eu não sou perfeito, mas não estou rachado
Ao contrário de muitos mascarados
Que não enganam à ninguém, só ao retrato

Enganam a si mesmos e só, só
Não conseguem ter a força na voz
Nem quando a levantam feroz
E ainda tem coragem de dizer Nós

Aos alquimistas das palavras que mudaram minhas opiniões
Saber ouvir fez eu me sentir melhor e com mais informações

O fato de me encontrar já é difícil
Imagina o que é me encontrar em alguém
Mas não uso isso como precipício
E espero que minhas preces digam amém

Caminho em pontes de que na hora certa terei a pessoa certa
Atravesso trilhas e montes, em curvas e retas e sempre alerta

A fé pode voltar com frases de um desconhecido qualquer, na rua
No ponto de ônibus ou na mesa de um bar
Hoje a minha paciência reina, mas às vezes a ansiedade é ditadora
E tenho poucos lugares para chamar de lar

Todas as vias apontam para o mesmo lugar
É tanto final, tanto início, tantos ciclos, circular
E de longe já posso ver onde vamos chegar
É tanto final, tanto início, tanto vício pra deixar

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Conde

Tem gente que prefere um amor para se ferir
Do que estar só
E tem gente que prefere pensar apenas em si
Do que ter um nós

E quem somos nós pra dizer o que é bom
Se o arbítrio é a maldição dada como dom?

Eu demorei muito para poder entender tudo isso
Que não preferimos a solidão
Mas as vezes ter foco maior e fazer compromisso
É a prioridade em suas mãos

Fobias

As energias são intensas
E as colisões, imensas
As estradas são extensas
De quedas e sentenças

Não importa a quem pertença
Os olhares são a diferença
Podem ser a cura ou a doença
Entre ceticismos e crenças

Apenas vemos aquilo que queremos enxergar
Só vamos para onde nós queremos chegar
Só voltamos para onde nós queremos regressar
Somos zonas de conforto, a se acostumar

Sem confrontos quando queremos paz
E talvez a paz seja esse cegar
Onde há medo, você nunca vai lá e faz
Inerte e não inerente, vai alugar

Vai gastar, não gostar, se degastar...
E assim, não chegar a nenhum lugar

Soropositivo

Não finja ser feliz, apenas seja
Liberte-se do que lhe causa tristeza
Aquele que diz vence, te convence de que é tudo um jogo
Então mentalmente, pegue as coisas dele e taque fogo

Não finja nada que não seja teatral
A arte de purificar e elevar o astral
Por doer, que você possa perdoar, mas nunca vá se redoar
Use o tempo vago para preencher lacunas e se redobrar, transbordar

Essa de amor próprio até que parece difícil
Mas é mais simples do que observar o precipício
Ver que é só uma queda para desistir de tudo, é não saber o que é tudo
Há milhares de novas chances, novos sonhos e horizontes nesse mundo

E... Quantas vítimas se tornaram heróis?
Nunca saberá, se não tentar ver
E... Quantas chances terá para ser mais?
Nunca saberá, se não tentar ser