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Flanco

Pra ti pode até parecer tarde
E há quem retarde
Fazem-nos parecer covardes
E ainda dão alarde

Não é sobre o que vão dizer
Mas sim, sobre o que você irá fazer
E, não é apenas sobre o ser
Mas sim, do que está pra acontecer

Sobre todo o porque não respondido
De todo o seu adeus evitado
Sobre todos os seus fatos escondidos
Do desejo de ser revitalizado

O próximo passo de quem se ergue
E o abrir dos olhos de quem imerge

Muitos acordam e ainda está escuro
Ainda mais nesse horário de verão absurdo
Muitos deformam o que é conteúdo
Transformam a sabedoria em um vago culto

Mas oculto, onde ficam suas verdadeiras intenções
E nem toda lacuna precisa ser preenchida
A benção de amaldiçoados explodindo em canções
Em orações e corações sem não ter saída

Enfim, não se importem com aquilo que acontece ao seu redor
Quem te salva é a sua fé e não tem força quem te deseja o pior

Batalhas deixam cicatrizes
Mas nem sempre sobre nossa pele e nosso corpo
Temos diferentes diretrizes
E quem somos nós pra chamar alguém de louco?

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