Pular para o conteúdo principal

Espertino cansaço, vespertino embaraço

Aos poucos vamos dando adeus a nossa essência
Vamos deixando de lado a inocência
Onde a convivência com o Universo traz carência
No que adquirimos com a experiência

Seres de ansiedade e pouca paciência
Um convívio distante, mas tão próximo em abstinência
Que para viver precisam de resistência
E para acreditar não precisam comprovação ou ciência

Criam o bom e o mau com veemência
E tratam como tratariam anjos e demônios em demência
Se abastecem de repúdios e preferências
Isso com a mera aparência, raramente com a convivência

Reles mortais em decadência
Não percebem o tempo se esgotando em obediência
E todo adeus não teve suficiência
O seu Deus não perdoará sua petulância e insolência

Os trovões de uma chuva em providência
Alagam as ruas em lágrimas cheias de consistência
Mas a Terra se acalma em breve sonolência
Nada do que você fez valeu a pena ter tal excelência

Acorde desse seu pesadelo de frequências
Ou descanse como reverência
E apesar da insônia, prove a sua sapiência
Mas só aprove sua consciência

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ângelo

Hoje aquela poltrona está vazia Ninguém mais olha pela janela E sem perceber ele se despedia Naquele canto, no vazio da tela Nos ensinou na união das cartas Que a gente não sabe o que vem entre os números e a família real Mas nós temos que usar a lábia Entender os sinais dos nossos parceiros e enganar o olhar do rival A caneta no bolso do peito marcava os pontos O chapéu na cabeça escondia o olhar Mais um copo de caipirinha para sentir o gosto O gosto do momento, o gosto do estar Nos ensinou na união de fins de semana Que a família não é só o sangue, é quem a gente traz pra ela É quem a gente aceita e assim se emana Que a família tem pilares que precisam se renovar em tutela E em sua despedida, nos mostrou que todo o ciclo se encerra Mas que a vida continua para os que ainda ficam com os seus pés na Terra Continuem com seus passos e não deixem de ascender a vela Não deixem de caminhar, não deixem a fé, fortaleçam suas orações e rezas A gente ainda volta a se encontrar Em sonhos e conve...

Sarau, Luau e Litoral

E precocemente morre a poesia amassada Dentro da frase deletada A criança vai aos céus sem uma caminhada Sem uma historia contada Pai é quem cria e pela Morte ela foi adotada Foi pelo Destino, levada O corpo é rito de passagem e ela foi sorteada A não sofrer na jornada Assim Tira toda a poeira do chão em vão, pois não limpa os seus móveis Assim Vai até o mar se perguntar de onde vêm as lágrimas de um homem De onde vem eu também não sei Mas é aqui o seu destino final E nas dores que em amores se fez Elas vêm parar aqui, no Litoral Em todas as festas da virada, de ano, de jogo Não coloque a mão e nem brinque com o fogo...