Pular para o conteúdo principal

Semideuses

Quando agradecer por mais um dia ou por estar vivo?
O eu contra si mesmo é sua derrota em definitivo
Onde está o lado positivo de um pensamento negativo?
Seu sonho contra os pés no chão ao que é relativo

Não faz sentido, eu não quero ser responsável por aquilo que cativo
Sei que para ambos ser objetivo é ser opressivo e às vezes somos isso
Tento ser compreensivo entre o que é substantivo e o que é subjetivo
E tento decodificar, pois nós somos sucessivos e raramente sensitivos

Na evolução dos ciclos que são repetidos
A dor é multiplicada em gritos reprimidos
No quarto interno de espelhos reflexivos
Os nossos quadros que não são revertidos

São raros momentos de felicidade ou os dias divertidos
São raros os que se encontram, são muitos os perdidos

No peso de uma mensagem leve, que leva o destemido
Traz a calma em um tom aparentemente agressivo, mas inofensivo
Todos os erros são corrigidos e todo perdão concebido
Em uma oração, a sua energia que é liberada de modo compassivo

Me faço decidido e me disfarço dividido
Me traço polido, me desamarro e busco estar instituído
Me laço de instintos e despedaço o extinto
Me abraço em definitivo e me entrego ao vulgo Destino

E na evolução desses ciclos nós somos a Fênix, renascidos
Entre os metafóricos e os literais, o discurso em labirinto
E se subimos os muros, estamos fardados ao desequilíbrio
Entre retóricos e gestuais, esquecemos que somos finitos

Aqueles calcanhares a cada Aquiles, aquela cruz a cada Cristo
Aqui num Sol a cada Apolo, vê mais um vinho a cada Dionísio...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ângelo

Hoje aquela poltrona está vazia Ninguém mais olha pela janela E sem perceber ele se despedia Naquele canto, no vazio da tela Nos ensinou na união das cartas Que a gente não sabe o que vem entre os números e a família real Mas nós temos que usar a lábia Entender os sinais dos nossos parceiros e enganar o olhar do rival A caneta no bolso do peito marcava os pontos O chapéu na cabeça escondia o olhar Mais um copo de caipirinha para sentir o gosto O gosto do momento, o gosto do estar Nos ensinou na união de fins de semana Que a família não é só o sangue, é quem a gente traz pra ela É quem a gente aceita e assim se emana Que a família tem pilares que precisam se renovar em tutela E em sua despedida, nos mostrou que todo o ciclo se encerra Mas que a vida continua para os que ainda ficam com os seus pés na Terra Continuem com seus passos e não deixem de ascender a vela Não deixem de caminhar, não deixem a fé, fortaleçam suas orações e rezas A gente ainda volta a se encontrar Em sonhos e conve...

Sarau, Luau e Litoral

E precocemente morre a poesia amassada Dentro da frase deletada A criança vai aos céus sem uma caminhada Sem uma historia contada Pai é quem cria e pela Morte ela foi adotada Foi pelo Destino, levada O corpo é rito de passagem e ela foi sorteada A não sofrer na jornada Assim Tira toda a poeira do chão em vão, pois não limpa os seus móveis Assim Vai até o mar se perguntar de onde vêm as lágrimas de um homem De onde vem eu também não sei Mas é aqui o seu destino final E nas dores que em amores se fez Elas vêm parar aqui, no Litoral Em todas as festas da virada, de ano, de jogo Não coloque a mão e nem brinque com o fogo...