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Jardins

Há pontos onde nós nos conectamos
Mas há outros sem compatibilidade alguma
Nós escolhemos pelo que nos afetamos
Uma prova disso é como a gente se arruma

Pra quem queremos ficar bonitos 
Ou apresentáveis a seres de um ciclo social
Nos primeiros passos no dizem isso
Mas com o passar do tempo torna-se parcial

É parte consciente e inteligente em opções
Mas inconsciente em preferências e seleções naturais
É um gosto musical, uma leitura de frações
E as alternativas começam a se atrair, parecem astrais

Mas esse Universo é criado por ti e naturalmente
A partir do momento que aprende separar em enredos
Daí, o que te faz bem ou te faz mal são sementes
E dramaticamente cria raízes de seus desejos e medos 

Por isso que muitas vezes dói demais arrancar algo que cultivou
Pois podem sobrar pedaços das raízes que você mesmo cativou...

Há jardins ornamentais, obviamente intuitivos
Há jardins naturais extraordinariamente belos e irregulares
Há jardins de inverno, pequenos e decorativos
Há jardins ou hortas e florestas, pois também somos lugares

Somos lares do que semeamos, regamos, plantamos e colhemos
E carmicamente falando, somos o reflexo de tudo o que fazemos

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