Pular para o conteúdo principal

Ser Eu

Aceito que o agora é apenas o que passado apagou
Que é um luto de algo vivo ou que um rosto angelical é o meu inferno
Onde amasso cartas velhas com a sua letra de amor
Um peito que se despedaça em cinzas do que eu queria que fosse eterno

E mesmo depois de meses se passarem, volta o ceifeiro e sua foice
Um fantasma na saudade de momentos lindos que deixaram de ser presentes
São como um cavalo Tróia, pois o recebo, mas me faz mal a noite
É a guerra interna entre o ódio e a confusão de quem precisa seguir em frente

Me convoquei para a batalha e preciso recuperar minhas forças para mais
Me sinto estrangeiro de lugares onde morei
Não sou mais quem fui ou acreditei ser, sou guerreiro que só quer ter paz
Não sou mais casa da alma em que eu abitei 

Eu tive que ficar só, escolhi andar só, precisei estar só
Observei e desbravei o desconhecido até entender que tudo tem um fim
Para desamarrar esses nós e me libertar do que foi nós
Ser eu é o que me faz levantar a cabeça e perceber que foi melhor assim

Não que eu quisesse isso, pois muito ainda me corrói
Acreditei que estava renascendo como Fênix para mundo 
Mas era só uma evolução natural e é onde crescer dói
Acreditei que estava renascendo como Fênix e lá no fundo

(...)

Estava precisando acreditar em algo, mas agora, eu acredito só em mim
Ser eu é o que me faz levantar a cabeça e perceber que foi melhor assim

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...

Fé renascida

Dizem que para dar o primeiro passo é preciso coragem E que para seguir em frente é inevitável e necessário ter disciplina Que se quiser continuar subindo, é essencial ter bagagem E que é indispensável ter concentração para continuar lá em cima Sou filho da mudança, da fé e do tempo  No caminho de um lutador que sonha com a utópica justiça  Sou concentrado, mas nem sempre atento Peço proteção contra a inveja e invisibilidade perante a cobiça No quarto, tenho quadros de heróis que não existem  No fone. playlists separadas por sentimentos e não estilo Fui inspirado nas histórias daqueles que insistem Não parei de desenhar, apenas mudei traços e requisitos Eu não assinei contrato com algum demônio Mas com os santos que vocês domonizaram Peço conselhos às bruxas que vocês queimaram E leio as cartas dos ciganos que expulsaram  E eu que que achava que era esquizofrenia As vozes na minha cabeça eram intuição, instinto O passado que não vivi na presente ironia Destino escrit...