Pular para o conteúdo principal

Ondas

Socos na parede não mudam acontecimentos
Apenas causarão fraturas na mão e no pulso
E controlar a raiva causando mais ferimentos
É algo irracional advinda de nossos impulsos

Sim, nos ferimos porque nós mesmos já nos machucamos
Estamos sempre socializando de uma forma teatral
E para sermos aceitos, é nos sorrisos que nos disfarçamos
É dizendo que está tudo bem, quando vai tudo mal

Me disseram que tudo que bate, uma hora volta
Não creio que seja exatamente dessa forma, acredito no movimento
É como os rios fazem seus caminhos, os moldam
Ou como os mares desenharam montanhas tão lindas com o tempo

A vida é essa água e os erros e tentativas, são as ondas
Nos moldam, criam rachaduras e deixam a parte mais forte aparente
Criam uma paisagem bela, de que não mais a escondam
A força da natureza é o que nós temos, setenta por cento água presente

Onde vamos, também podemos moldar

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Ângelo

Hoje aquela poltrona está vazia Ninguém mais olha pela janela E sem perceber ele se despedia Naquele canto, no vazio da tela Nos ensinou na união das cartas Que a gente não sabe o que vem entre os números e a família real Mas nós temos que usar a lábia Entender os sinais dos nossos parceiros e enganar o olhar do rival A caneta no bolso do peito marcava os pontos O chapéu na cabeça escondia o olhar Mais um copo de caipirinha para sentir o gosto O gosto do momento, o gosto do estar Nos ensinou na união de fins de semana Que a família não é só o sangue, é quem a gente traz pra ela É quem a gente aceita e assim se emana Que a família tem pilares que precisam se renovar em tutela E em sua despedida, nos mostrou que todo o ciclo se encerra Mas que a vida continua para os que ainda ficam com os seus pés na Terra Continuem com seus passos e não deixem de ascender a vela Não deixem de caminhar, não deixem a fé, fortaleçam suas orações e rezas A gente ainda volta a se encontrar Em sonhos e conve...

Sarau, Luau e Litoral

E precocemente morre a poesia amassada Dentro da frase deletada A criança vai aos céus sem uma caminhada Sem uma historia contada Pai é quem cria e pela Morte ela foi adotada Foi pelo Destino, levada O corpo é rito de passagem e ela foi sorteada A não sofrer na jornada Assim Tira toda a poeira do chão em vão, pois não limpa os seus móveis Assim Vai até o mar se perguntar de onde vêm as lágrimas de um homem De onde vem eu também não sei Mas é aqui o seu destino final E nas dores que em amores se fez Elas vêm parar aqui, no Litoral Em todas as festas da virada, de ano, de jogo Não coloque a mão e nem brinque com o fogo...