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Cliché

Eu decidi me libertar e abrir as asas
Respirar um novo lar, mas fora de casa
Voar e sentir a brisa, sentir as brasas
Mergulhar fundo e não em águas rasas

Se até o ferro se curva ao fogo
Quem sou eu para não me derreter de novo?
Renascer entre um ciclo e outro
A gente até se permite se reiludir aos poucos

Mas quando somos ferro, tem que temperar
E fazer dessa temperança, o verbo esperar
Já pensei em voltar atrás, e, não é só superar
Hoje não mais, é só para frente o caminhar

Fantasmas são fantasmas e estão apenas mortos
Passado é passado, independente dos corpos
As lágrimas correm, secam e demarcam o rosto
Mas as águas lavam, limpa e acorda de novo

Eu tento não viver de nostalgias
Cemitérios mentais
Vivo como se fosse o ultimo dia
Cliché, mas em paz

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