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O Acaso!

Ao cultuar esse momento sem sentimento, Eu entendendo o que chega mais perto de ferimento Não tenho cicatrizes nas raízes e sim nos galhos Estou a um passo do espaço e ainda não sei o que faço Ascendam as Luzes... quero ver meus pés!

Preces e Prantos

Minha fúria num calabouço Meus olhos cegos da luz Seu anjo que me jogou no escuro Estou preso no seu passado Por favor me esqueça agora Me deixe descansar em paz Aqui é muito frio, tremo sem teu corpo As vozes que me querem louco, não consigo traduzi-las Com a visão muito escassa eu tentei andar Mas o caminho é muito turvo e não entendo meus passos Onde Piso? Vazio que sinto... Quero seu sorriso de volta, mas também a liberdade E com a paz amordaçada peço para que me esqueça Não está lhe fazendo bem pensar em mim Suas preces te entristecem e me amarguras Onde piso? Vazio que sinto... Minha fúria num calabouço Meus olhos cegos da luz Seu anjo que me jogou no escuro Estou preso no seu passado Por favor me esqueça agora Me deixe descansar em paz Não queria te pedir para me esquecer Mas te faço mal e você me prende ao nada Descanse seus prantos sem mim Agora é o único ato que lhe peço Tente me perder... prometo tentar te encontrar algum dia

Explicação?

É assim que gira, desliza ou apenas se arrasta! E se não basta, se afasta do que o desgasta... É assim que acontece, com ou sem suas preces E se acha que merece essa febre e essa neve Explique a inexistência e inexplique a existência Com coerência, decência, veemência e influencia Terás sempre base em algo ou alguém, cura ou veneno Não nasceu sabendo, mas sim querendo todos os segredos O que realmente sabe? O que realmente deseja saber? É assim que gira, perguntas e não respostas... Propostas, que se não gosta... não importa, já foram impostas!

Simetria

Assassino do próprio espírito de luta De luto e em conversa com a Lua Mais um dia se vai e você dormiu Na simetria complexa de seu frio Era mais longe do que esperava E mais silencioso quando falava Respiração fraca e o braço estendido Olhava pra tudo, sem nada fazer sentido Um otário a espera da própria ressurreição Nas mãos de pagãos e muitas frases em vão Assassino do próprio espírito de luta De luto e em conversa com a Lua Mais um dia se vai e você dormiu Na simetria complexa de seu frio O vento passa na brisa que não esperava O sorriso se foi enquanto sonhava E já sem pulso e o braço estendido Olhava pra tudo, sem nada fazer sentido Um otário a espera da própria ressurreição Nas mãos de pagãos e muitas frases em vão As lagrimas secam e o peito resseca Onde quer que esteja não está aqui As lagrimas secam e o peito resseca Nas imagens que vejo não irá sorrir

Melodrama (Simetria)

Suas idéias são partes de seus desejos em lealdade Seus desejos são paranoias em busca da felicidade A minha consciência tem milhares de vozes E cada voz me traz mil historias sobre nós De cada história eu sou o aquele condenado Um vilão muito mal, ou um herói fardado Enquanto o destino embaralha as cartas, nós apenas jogamos Enquanto pensamos no que se foi, nós apenas esperamos Aos que se afastaram dos sonhos E continuam vivendo, peito e flecha Ao teatro da vida real sem ensaios Sem aplausos quando a cortina se fecha É simples estar aqui e ver a hora não parar, Ter paciência ou sorrir, mas sempre te esperar Espero por milagres em meio a essas preces Vou fazer algo enquanto nada acontece! Tudo aqui parece sussurrar em vão Não tenho medo do escuro e nem assombração Enquanto o destino embaralha as cartas, nós apenas jogamos Enquanto pensamos no que se foi, nós apenas esperamos Aos que se afastaram dos sonhos E continuam vivendo, peito e flecha Ao teatr...

Fractal

Busco em algumas frases o raciocínio Mas são nas minhas que eu acredito Se me sinto aflito, apenas reflito... Nos conselhos finitos que sempre repito Me inclino aos gritos e abro um sorriso Não são as musicas que tenho ouvido Muito menos os filmes que tenho visto Nem por fim, os livros que tenho lido De tudo que eu tenho dito e escrito Não sabes o que eu realmente sinto!

Solstício

a desistência decepciona com o veneno em seu aroma as luzes se apagam na alma, não acalma e nem me abala mas me faz questionar... ao mesmo tempo querer andar, andar sozinho sem direção, sem ilusão com as coisas que virão não são pesadelos, são reais, mas não iguais aos demais faço questão de voltar a sonhar acreditar que um dia tudo vai mudar os sonhos também não são normais nem ao menos vitais aos incapazes onde não faço questão de acordar mas tenho que levantar e caminhar por que o tempo para, quando é pra ele andar? e por que não para, quando queremos congelar? as vezes o que queremos não é o que precisamos raro quando me pego sonhando e acreditando... em certos humanos!