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Quase Messias (Lata)

Uma estrela celeste Que surge lá no equador Menino do agreste Cabra da peste sem amor Ele vai atrás de seu valor E tornar-se turista Mudar o jeito de compor Seu ponto de vista Veio a se recompor No fervor dessas pessoas frias E tudo que imaginou Lembra do futuro que merecia Ou achou que queria E assim poderia vir a ter tido Mas apenas se feria Se mascarava com o sorriso E agora apenas toma algumas doses Da sua bebida mais barata No domingo, a sarjetar e na semana A se sujeitar, catar as latas Às vezes o homem da lata Nos mostra a sua sublime e submissa lição Olha para o homem de lata Então percebe que os dois não têm coração Não tem nenhum rico nessa história Mas não para pra pensar que poderia ser provisória Que se ele batalhar conseguirá  vitória E conquistará a glória se mudar toda a sua tragetória

A bala (Abala)

A bala Que abala estruturas Iguala O adubo e a sepultura A bala Em forma de palavras Separa Machuca corpo e alma A bala Perdida igual a nós Na vala Na língua dos demais A bala A que é financiada por você Em casa Acreditando não se envolver A bala Sem direção e sem escala Resvala Mais munição, não se cala A bala abala... Abala (...)

Tons e Degradês (A Carruagem)

Às vezes temos tanta pressa de seguir em frente Que não vemos a direção em que pegamos Às vezes nos parece que está tudo tão aparente Que a pequena grandeza, não enxergamos O tempo anda enquanto você ainda está paralisado Então corra, alcance e enfrente o que não foi enfrentado

Jaz, em Verdade

Sua família é bem maior do que parece O seu dia nem sempre vem e acontece Está sorrindo enquanto você envelhece E seu olhar observa tudo que apodrece Batem os sinos, tocam as trombetas Os homens focam muito nesse vago efeito borboleta Então vedam-se às atitudes violentas E quando pensam rápido, suas pernas já estão lentas A verdade vos libertará dessa vida E desfundirá a sua alma tão sofrida

A Voado

As horas passaram E não me levaram quase nada Apenas o tempo Os agoras se atrasaram Tornaram-se fobias caladas E não saem ao vento Lá fora futuram Flutuam nas belas estradas De um louco momento Nem foi de propósito A alma do negócio É essa confiança em depósito Agora me conta O que estava mesmo me contando? Ah...

Der Mond

Nossa poesia suja Em alguns acordes tortos De Terra do Nunca Que acordam os mortos Ela veio sem nome E o primeiro poeta a chamou de Lua De noite vem e some E aparece por trás da nuvens, ingenua Nua E eu em esquinas e ruas Flutua Nunca me disse: sou sua Mas És fonte de inspiração a todos poetas Porém És fonte de loucura aos falsos profetas Não gosto quando vem a nós, escura Gosto quando irradia, sorri e me cura

Não se pede pra Nascer, Como não se pede para Morrer...

Já nem somos mais Quem nós costumávamos ser E isso não é porque todos nós mudamos E sim, porque evoluímos Já não usamos mais As mesmas roupas ou cortes E por mais que as musicas sejam outras As velhas nós ouvimos Nossas velhas musicas dramáticas Essas velharias que nos trazem à juventude Saudosista em partes burocráticas Saudações gaveta empoeirada e sem saúde Parece um cemitério dessas lembranças E de vastas, a esperança Vaga a criança em sua antiga vizinhança E de nada, as confianças Saudades dos amigos foram E principalmente, dos que se foram para sempre Mas deixaram suas sementes Em minha mente, que frequentemente os sente Eu ainda raramente oro por todos vocês Mas não esqueço que um dia chegará minha vez Por mais que eu não saiba data, ano ou mês Em lentidão ou rapidez, o céu ou o inferno talvez De uma coisa, eu sei...