Pular para o conteúdo principal

Não se pede pra Nascer, Como não se pede para Morrer...

Já nem somos mais
Quem nós costumávamos ser
E isso não é porque todos nós mudamos
E sim, porque evoluímos

Já não usamos mais
As mesmas roupas ou cortes
E por mais que as musicas sejam outras
As velhas nós ouvimos

Nossas velhas musicas dramáticas
Essas velharias que nos trazem à juventude
Saudosista em partes burocráticas
Saudações gaveta empoeirada e sem saúde

Parece um cemitério dessas lembranças
E de vastas, a esperança
Vaga a criança em sua antiga vizinhança
E de nada, as confianças

Saudades dos amigos foram
E principalmente, dos que se foram para sempre
Mas deixaram suas sementes
Em minha mente, que frequentemente os sente

Eu ainda raramente oro por todos vocês
Mas não esqueço que um dia chegará minha vez
Por mais que eu não saiba data, ano ou mês
Em lentidão ou rapidez, o céu ou o inferno talvez

De uma coisa, eu sei...

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Cronicas de Pietro (parte 2)

O cheiro de urina, Onde indigentes morrem todos os dias. Cheio de morfina, Onde indígenas dormem ao que se inicia. Um dia triste de chuva, E apenas espero a nossa Lua. Enquanto faço a curva, Eu aumento o som da música. A realidade é mais intensa do que parece E nem tudo se resume a prantos e preces Mas o olhar, Brilha igual ao chão molhado. Na volta ao lar, Observando o que está ao lado.

Cabulosa

A primeira Medusa ao paralisar com sua chegada Cabulosa e segura, Dandara da minha quebrada  Fabulosa Iansã, brava como o vento, ela brada Luz que ilumina meu lar, como Héstia, és brasa Nem Osíris escaparia da sua magia de Ísis  A única Afrodite de um homem que não deixa cicatrizes  Brilha no mais escuro da Íris, um arco-íris  Fascina e ensina com a sabedoria de Nanã, a sermos felizes  Só o respeito salva e apenas a igualdade nos liberta Um efeito que acalma, olhar que mantém a mente aberta  Todo sujeito se cala, quando a saudade forte aperta Ser perfeito de corpo e alma, sublime sorriso que afeta E assim a criança anda, dá seus primeiros passos  Larga o peito e sai dos braços  Cai, levanta e lida com os primeiros fracassos  Sorri, chora e sente os laços  Nem Freud ou Aristóteles explicam O porquê que esses seus trejeitos se replicam O que os meus defeitos identificam A quem recorro, quando nem os amigos ficam  Tu és minha orixá e é...

Capitão Trapas

Humanizar, catalisar Não pular etapas Talvez tentar acelerar Observar o mapa Um tampão no olho esquerdo Caveira que ninguém escapa Chapéu preto e jaleco vermelho E nenhum herói que use capa Talvez um, que manuseie bem a espada Mas talvez, é cinquenta por cento nada...