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Não se pede pra Nascer, Como não se pede para Morrer...

Já nem somos mais
Quem nós costumávamos ser
E isso não é porque todos nós mudamos
E sim, porque evoluímos

Já não usamos mais
As mesmas roupas ou cortes
E por mais que as musicas sejam outras
As velhas nós ouvimos

Nossas velhas musicas dramáticas
Essas velharias que nos trazem à juventude
Saudosista em partes burocráticas
Saudações gaveta empoeirada e sem saúde

Parece um cemitério dessas lembranças
E de vastas, a esperança
Vaga a criança em sua antiga vizinhança
E de nada, as confianças

Saudades dos amigos foram
E principalmente, dos que se foram para sempre
Mas deixaram suas sementes
Em minha mente, que frequentemente os sente

Eu ainda raramente oro por todos vocês
Mas não esqueço que um dia chegará minha vez
Por mais que eu não saiba data, ano ou mês
Em lentidão ou rapidez, o céu ou o inferno talvez

De uma coisa, eu sei...

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