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Der Mond

Nossa poesia suja
Em alguns acordes tortos
De Terra do Nunca
Que acordam os mortos

Ela veio sem nome
E o primeiro poeta a chamou de Lua
De noite vem e some
E aparece por trás da nuvens, ingenua

Nua
E eu em esquinas e ruas
Flutua
Nunca me disse: sou sua

Mas
És fonte de inspiração a todos poetas
Porém
És fonte de loucura aos falsos profetas

Não gosto quando vem a nós, escura
Gosto quando irradia, sorri e me cura

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