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Uma luz abaixo da Lua

Alguém me disse que parecia Jorge Ben Mas era um menino que tocava em sarau Alguns diziam - Isso não vai pra frente Mas ele não ouvia, só ouvia seu coração Na estrada se perde, se ganha e vai Já não era um menino no adeus a seu pai Tinha suas guerras, mas só queria paz Tem a fé no destino que todo dia se refaz Se em toda turbulência você morresse Se em toda escuridão desaparecesse Se ao olhar as estrelas eu virasse um foguete Eu te traria vários presentes

O eu mais velho, distópico e Lo-fi

Criogenia no peito E a mente focada no que se diz respeito ao valor Eu deixo pra trás o que não me traz paz Independente do amor Apagar memórias É um presente do tempo e às vezes é até um favor Coloco na frente o que tenho em mente Limpando toda poeira e bolor O meu sorriso e meus abraços verdadeiros São as únicas coisas que peço de volta Com a mesma sinergia, intensidade e apreço Preces aos anjos que nos fazem escolta Eu quero o seu bem E te quero meu bem Sei o preço da liberdade e não crio gaiolas Deixo todas as portas e as janelas abertas aos que vão e voltam Mas sei que sou cárcere de minhas escolhas E eu sei que assim que as decisões são tomadas, elas não voltam Sou o herói e o culpado de meus destinos E por eles estou chorando, estou sorrindo Ouvi o concelho de um senhor que dizia Meu filho, ser você mesmo é tudo o que você pode ser E ouvi várias histórias naquela noite fria Viajei e voltei nessas palavras, nada me fazia esquecer Somos as chuvas, tr...

Distemporal

Tantas coisas eu deixei pra trás Tantas que não vou voltar a ver Tantas que eu nem quero mais E tantas eu tentei esquecer Os bares que já foram um abrigo Aos pares e seus belos sorrisos Nossos lugares, aos pés d'ouvido Frases vulgares e vários "duvidos" Tantas coisas eu deixei pra trás Tantas que não vou voltar a ver Tantas que eu nem quero mais E tantas eu tentei esquecer Os bares hoje não me fazem sentido Esses pares e seus meros sorrisos Nossos lugares num passado perdido E as frases terminam com "eu tô fodido" A força não é nada sem a fé Os passos não são nada sem uma direção Como uma limusine sem chofer Lágrimas caladas e uma ação sem reação Tanto esforço pra silenciar a mente Quando quem mais quer falar é o peito E tanto esforço pra seguir em frente Quando descansar é meu único desejo Estou onde me deixei dominar pelas leis do tempo rei Não na velhice, mas na juventude Estou onde eu descansei, me acomodei e me acovardei Não...

Elos

Eu tenho muito mais medo de quem fala mal Do que daquele que é mal falado Tenho mais pena de quem estampa felicidade Do que de quem se mantém calado O frio e calculista não canta a vitória antes da hora Porém o ganancioso, explode anseios em entusiasmo Quem confunde cabeças com escadas também roda E a vida poderá até te sorrir de volta, mas é sarcasmo A autossabotagem só te leva a um lugar, à solidão E só a tua humildade te levará longe na imensidão Quando você tem medo de dar errado Pelas coisas que aconteceram em seu passado, sem florescer Você apenas terá o seu futuro enterrado No cemitério de um pântano dos que nem chegaram a nascer Onde Sonhos são anjos e pesadelos são Demônios Na trindade, somamos a Realidade entre lágrimas e sorrisos Onde os passos são anjos e tropeços são demônios Mil, dez mil cairão e depende apenas de ti para não atingido Entre os exímios e os exilados, Maquiavel e o maquiável, versos A fé que tu tens, é em um destino criado por ti ou ...

Remendos

Com o tempo a gente se esquece do que sabe Com o tempo a gente nem vê o quanto cabe Com o tempo a gente nem percebe que invade Com o tempo a gente nem vê que já é tarde Eu faço dos meus erros aprendizados Quando os entendo Mas pode ser que eu até erre de novo E aí, eu me remendo Só que às vezes vazo quebrado Se remenda errado E o que fica à mostra são cacos Cicatrizes e pedaços É preciso se cobrir de argila Se repintar, colocar mais água e novas flores Ao cintilar e dilatar pupilas Não se esquecer dos amores, nem das dores Se refazer, se remontar sem perder sua essência Arriscar e se reinventar em veemência Mesmo que pra isso tenha que se fazer ausência E voltar mais forte em sua resistência Entre as cinzas e o renascimento Só você sabe qual foi o tamanho do sofrimento Entre dias de luz e esquecimento Só você sabe qual foi a cura de seus ferimentos

Piegas

Eu vi em seus olhos Os caminhos que me levam Dimensões, universos E sentidos que me carregam Senti vontade de mergulhar Descobrir suas escuridões Senti vontade de te encantar E cantar as belas canções Montar um álbum de novas fotos Para folhear futuramente Juntar a louça, lavar nossos copos Envelhecer eventualmente As tristezas saem Nos levam a ver E as estrelas caem Nos levam a crer Um Sol em Marte E um céu estrelado de interior Uma praia do Norte E algumas viagens ao exterior Te chamei para sair E eu saí de mim Te chamei para sorrir E não queria fim E hoje eu canto algumas canções de um amor piegas Canções que normalmente deixam as pessoas cegas...

Perdição

Ouço som do seu sorriso sem fones ou alto falantes Os seus olhares foram fotografados em minha mente E o abraço é um pedaço de uma saudade ressonante O novo geralmente é inflável, refletido, transparente E eu que sempre contemplei o caos e a intensidade Me vejo prezo a essa tal felicidade estampada na cara Faço parte dos bobos com sorrisos tolos pela cidade Mesmo que metade de mim tenha medo dessas amarras Não custa nada tentar, sonhar ou ter aquilo que vocês chamam de Fé Eu saio da escuridão de uma capela vazia e me dirijo a uma enorme Sé (...) Bom, Faço o sinal da cruz e seja o que Deus quiser