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O Liberal

Os senhores da paz incitando a morte E os senhores da verdade citando apenas um lado Apostando alto e brincando com a sorte Gritando alto, e ao expor factoides ficam calados Um país onde não faz sentido existirem racistas Latino-americanos acreditando serem supremacistas A síndrome da conspiração de pseudo-fascistas Dizem ter bombas, mas conclamam em meras faíscas Tentam silenciar e silenciam quem busca os fatos Morre mais um e muitas vezes parece que foi em vão Até tentam minimizar, mas continuam sendo ratos Escondem um karma, mas os que silenciam se calarão "Todo aquele que disser uma palavra contra o filho do homem será perdoado, Mas quem falar contra o Espírito Santo não será, nem nesta era ou na que virá Considerem que uma árvore boa dá bons frutos e uma ruim, frutos arruinados Uma árvore é conhecida por seus frutos... nesta era e ainda mais, na que virá Raça de víboras, como podem vocês que são maus, dizerem coisas tão boas? Pois a boca fala, aquilo que ...

Harakiri

Os pastores levam o seu rebanho a um caminho As estradas da sobrevivência Usam sua pele e carne escondendo o extermínio Estão em paz na negligência Um preconceito fantasiado de patriotismo Um egoísmo transposto no mecanismo E o idealismo catequizado num ceticismo Na impiedade tratada com romantismo Se penso, logo existo Mas repenso e logo resisto Silenciam os aflitos Querem nos vencer no grito Só que vencer quem não luta é fácil Pois é difícil quando queremos focar em outra guerra E colocam uma luta interna no palácio Portanto nós não vemos o fim e então nada se encerra O passado assassino não apenas volta à realidade Cai a máscara que mostra a sua face da maldade Sempre foi assim, mas agora se torna celebridade O rei do caos é um mero demônio da banalidade Estamos cometendo o suicídio involuntário Um Harakiri pelos nossos pecados Tentando nos reerguer enquanto devastados E no silencio da Terra somos levados

Castelo de Gelo

Espelhos mudos e lágrimas secas Conselhos escuros e às avessas E fragmentado em seu próprio eu Com o olhar de quem se perdeu Um vício em seus ciclos sociais Ocupam o lugar do que não tem mais E fragmentado em seu próprio eu Deixado em cinzas, ele não renasceu O espelho mágico te deixou só Com sentimentos em efeito dominó A máscara cai para se enxergar Compreender este momento impar Sobre os defeitos de si mesmo Não no concreto, um chão de cimento A máscara cai para se enxergar Um passo em falso ou sem onde pisar A prática simples de um bom dia pode te salvar Salvar também o próximo e ir muito além A prática de um simples até logo pode purificar Trazer esperança a quem não tem ninguém Mesmo que esse seja você...

Em Guerra

São tantos a se vitimizar São tantos tentando te derrubar Dizendo que é pro seu bem São tantos e nem tem ninguém São vários jogos mentais Vitórias e derrotas substanciais E nem vale o tempo gasto Entrar em guerra com derrotado Sei que é difícil levantar a bandeira branca Quando precisou escavar a própria trincheira Sei que é difícil meditar, recitar um mantra Quando as armas apontam para a sua cabeça Mas então, o que fazer? Pedir pra um milagre acontecer?

A percepção de um por do Sol

A luz que toca o céu É a mesma que não invade muitas janelas A luz que muitos falam Não é a mesma que está em minhas velas Em minhas preces E minhas preces estão Com aqueles que eu chamo a ser luz E minhas preces estão Com o som do tambor que me conduz O que me leva não é a canção das fadas O som da estrada não é só vento O perfume do mar não é só de lágrimas E a voz da noite não é o silêncio A percepção de um por do Sol, por sua vez Eu vejo e eu acredito no amanhã Aqui da estrada ele é tão bonito em degradê Eu desenho, eu fotografo ao divã Mas tem quem não o veja E não por estar distante em fuso horário Mas tem quem não o veja Mesmo estando próximo quase do lado Apenas observa a outra direção E a outra direção não é feia, é a chegada da Lua e das estrelas Há quem escolhe sua restauração Há quem acha que tem o poder de impor o que há de ser beleza E ambos são ambos...

Eu não desistir de trilhar

Por tão pouco se perde muito E por muito pouco quase se perde tudo Às vezes prefiro fingir de mudo Apesar da esperança perdida no mundo Eu não desisti de trilhar Passar por cruzamentos e ir em encruzilhadas Ver o amarelo e acelerar Atravessar fechamentos e sumir pelas estradas Quais? Só ir... Por tão pouco se sonha muito E dependendo da queda vai bem fundo Às vezes prefiro fingir de surdo Ou bom ouvinte, mas seguir meu rumo Eu não desistir de trilhar Girar o mundo enquanto ele roda E ver um azul se apagar Comemorar mais algumas bodas Quais? Só ir... Se prender Se soltar Te entreter Te trolar Sem ofender Só sambar Sem remexer E só lançar A braba...

Robôs e Lobos

O compromisso é com anedotas Enviando os soldados pra derrota E mesmo que perca toda a frota Tem um grande arsenal de lorotas Em meio aos fiéis, partidários Parciais em seus livros de antolhos Adeptos à apenas um cenário Levados a acreditar que há um piloto Paranoia hipocondríaca existencial Entupidos de todo placebo territorial Paranoia fanática por um essencial Conservam factoides de efeito moral E a cura é que parece total loucura Mas antes voltar a trás do que à tortura E parece simples, que é só a leitura Que tá na cara, todos gestos e posturas Vamos retroceder bem mais que apenas um passo atrás Se deixarmo assim vamos continuar assim, sem ter paz