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Forças para continuar

Pontos de observação de uma paranoia saldável Ser feliz é bem simples, o difícil é ser bem simples nessas horas Traços de alienação de uma poltrona confortável De que nessa vida é complicado demais não complicar as coisas A complexidade vem de respostas incompletas A sanidade é vazia e cheia de seres rasos e mascarados O medo de errar te impede de acertar e te afeta Pois o vencedor é aquele que já experimentou o fracasso  Nós perdemos pessoas nas mesma proporção que elas nos perdem Mesmo que a partida seja amedrontadora ou um susto Hoje eu valorizo mais o esforço do que conquistas que se sucedem  Pois se ainda tenho forças para continuar, tenho muito E sim, eu tenho muito!

Drinks e Olhares

Entre drinks e olhares, muito se passa despercebido Lugares pra chamar de lar, outros de lar temporário Entre o horizonte e o Luar, observar sem tomar partido Não precisa, pois sente-se inteiro na utopia do cenário É futuro e é sonho, onde e quando pode planejar, vai longe Sua mente fica do tamanho do Universo e nada se esconde Na escalada busca o topo, a visão que terá no pico do monte Lembre-se quais foram suas fontes, quais foram suas pontes E levante-se, ande e chegue até lá, diga o que está sentindo

Tabuleiros (parte 2)

Quem se defende com mentiras Não aguenta ser confrontado com a verdade Quem culpa os outros ou a vida Permanece na zona de conforto, em vaidade Ou você aprende a apagar da sua vida Ou entra e sempre se apega Ou você se remonta em meio as feridas Ou volta ao passado, escorrega No fundo do poço você renasce ou simplesmente se enterra A alma que tem é a essência do que deseja é ser É no foço que se suja ou se lava, que se externa ou se interna E as armas que tem, estão apontadas para você Eu gosto de todas as rivalidades positivas Gente que ainda sabe levar na esportiva Ganhando ou perdendo, continuasua  amiga Igual a uma parceria que te põe pra cima Somos peças de tabuleiro nesse jogo Onde só quem é guerreiro defende o outro E metamorfos em cada canto ou topo Nos fortalecemos de meros mortais, ogros Pois entre cavalos e torres, reis e rainha Nem todo cheque mate é o fim da linha

Dualidades Viciosas

Na ressaca, é fácil dizer que vai parar de beber Assim como muitos dizem quando vão parar de fumar  Outros entram na dieta, tentam controlar o que vão comer Mas tem que ter força de vontade para parar de se intoxicar Não é fácil, porque por falta dos grandes prazeres Nós nos acomodamos e acostumamos aos pequenos Então voltamos no tempo e nos lembramos dos clichés Que nos menores frascos estão os maiores venenos Mas por que voltamos sempre nesse círculo vicioso? E então esperamos que o tempo faça seu papel e seja milagroso Damos desculpas de um dia preguiçoso e ocioso Pois são raros os momentos que somos corajosos ou impetuosos  Parece até um filme de Sessão da Tarde Que geral já viu, mas às vezes é o que tem Mais repetido que falar - Quem sabe? Mas quem sabe, ainda são vários poréms  Na ressaca, é fácil dizer que vai parar de beber Assim como muitos dizem quando vão parar de fumar  Outros entram na dieta, tentam controlar o que vão comer E você, ainda sonha com aquel...

Sublime

Eu tentei entender se ela era essa sina Ou se era apenas uma assassina de sonhos Mas com o tempo a vida nos ensina A por fermento de reciprocidade no forno Pra ser sincero, é que de casca em casca Eu acabei me tornando impenetrável Muitas vezes senti saudades de bater asas Pois era raridade me sentir confortável Mas bastou um olhar, um breve soar de voz E eu  não enxergava mais nada Quem poderia imaginar, eu ressignicar o nós Ou que eu reveria anjos e fadas Hoje quando o som externo nos atrapalha Nós nos entendemos pela língua dos sinais E é com pouca luz no quarto ou na sala Que nos enxergamos com a leitura em braile A língua no corpo fala em nosso silêncio É o respirar ofegante do sereno O vidro embaça e o mundo fica pequeno Dá lugar ao suor nos escorrendo Só bastou um olhar, um breve soar de voz E eu  não enxergava mais nada Quem poderia imaginar, eu ressignicar o nós Ou que eu reveria anjos e fadas E hoje eu digo que o mundo dá voltas E quando para, para na esquina Erra po...

Caderno de rascunhos

A sanidade é uma loucura E os sonhos tem sido um pesadelo Os pagamentos são faturas Fecho os olhos tarde e levanto cedo Ainda não desisti de sonhar E as batalhas são feitas de desanimo e cansaço Às vezes a luta é internalizar  Onde abaixar a cabeça para ela não é fracasso É entender o momento, Que ele não é eterno e amanhã tem mais Então cansado de lamentos, Superar a si mesmo em busca da sua paz Geralmente Só você sabe quem você realmente é Você sabe? Ou espera acreditarem em ti ou tem fé Os dois, não dá Pois quem espera, sempre depende dos outros Os dois, não dá Quem faz, se remonta em meio aos escombros  E simplesmente, é!

Eterna Metamorfose (parte 2)

A caminhada é feita de passos e de tropeços Escolhas e consequências, erros e acertos A caminhada é feita de términos e recomeços Presente e passado, novidades e desapegos Só é futuro quando você já se sabe o que quer São desejos profundos de quem em sua essência você é Quando navega e não se deixa levar pela maré Controla o vento, entende a tempestade e mantém a fé É bem mais fácil chegar a algum lugar estando decidido Pois não deseja ser, você é  Evolui, se aperfeiçoa, requinta e aprimora seus sentidos Pois não deseja ser, você é  Disposto a uma metamorfose diária, voa Renasce das próprias cinzas Atravessa barreiras, se equaliza e ressoa Não apenas ilumina, brilha Mas só você sabe a dor que é de passar por esse estágio De sempre se levantar quando é mais fácil ficar deitado